Manifestação de apoio à operação Lava Jato reúne milhares de pessoas em Florianópolis

Atualizado

Milhares de pessoas participaram do protesto na Avenida Beira Mar Norte. Foto: Flávio Tin/ND

Milhares de pessoas participaram da manifestação em apoio ao ministro da Justiça, Sergio Moro, a operação Lava Jato e a reforma da Previdência, em Florianópolis.

Convocada em todo o Brasil, o protesto na Capital catarinense consistiu numa caminhada de 4,7 quilômetros que teve início no bolsão do trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, ponto de concentração dos manifestantes, e foi até a frente da sede da Polícia Federal, no bairro Agronômica.

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Os manifestantes chegaram cedo ao ponto de concentração do protesto. Uniformizados nas cores verde e amarela, ostentavam bandeiras do Brasil e faixas de apoio a operação Laja Jato. Alguns vestiam camisetas com dizeres de apoio ao ministro Sergio Moro e outras de identificação com grupos de direita.

Coordenados por líderes da manifestação distribuídos em três carros de som, os manifestantes iniciaram a caminhada no horário marcado, às 16h, utilizando as três pistas centrais da Avenida Beira-Mar Norte que foi devidamente fechada pela Polícia Militar, desviando o trânsito no sentido Centro-Bairro pela via marginal.

Os motoristas que passavam pelo grupo manifestavam apoio com buzinaço. Aos gritos de “Vem para Rua”, os manifestantes chamavam as pessoas que assistiam a manifestação nas janelas dos apartamentos dos prédios da Avenida Beira Mar Norte.

Dona de casa Sandra Lorenzoni manifestou apoio ao ministro Sergio Moro. Foto: Flávio Tin/ND

Coros de “Brasil”, “Povo unido jamais será vencido” e “Vim de graça” eram entoados à medida que o protesto avançava em direção à sede da PF.  Aposentados, Eduardo Oliveira Barcelos e Iria Stertz participaram da manifestação para lutar pela moralidade do país.

“Apoiamos a lava jato para limpar a sujeira desse país”, declarou Barcelos. “Por mais idealismo e menos interesses particulares”, completou Iria, com a bandeira do Brasil em punho.

A dona de casa Sandra Lorenzoni saiu do bairro Itacorubi para participar da manifestação com pequenos cartazes de apoio ao movimento Vem pra Rua e e ao ministro Sergio Moro. “Chega de atraso. O Brasil precisa ir para a frente”, declarou.

O dentista Augusto Cesar resumiu a motivação de milhares de pessoas que deixaram de aproveitar uma tarde de verão em pleno inverno para manifestar apoio à operação Lava Jato, a reforma da Previdência e ao ministro Sergio Moro. “Estou aqui para o bem de um país. A covardia não faz críticas. O que está havendo no Brasil é uma degradação moral em todos os três poderes”, completou.

De acordo com a Polícia Militar, a manifestação que durou cerca de duas horas reuniu de 20 a 25 mil pessoas. Já em frente à sede da PF, os manifestantes ouviram um áudio do ministro Sergio Moro, entoaram frases de apoio a instituição que deflagrou a operação Lava Jato e cantaram o hino nacional antes de encerrar o ato.

O trânsito nas pistas centrais e marginais no sentido Centro-Bairro chegaram a ser interrompidos pela Polícia Militar para auxiliar na dispersão da manifestação, antes da total liberação da vias para o tráfego de veículos.

Empresário se emociona com participação

Empresário Gleiber Barbosa estava empolgado na manifestação em Florianópolis . Foto: Flávio Tin/ND

Empolgação não faltou para o empresário Gleiber Barbosa, 46 anos, devidamente uniformizado com a camiseta canarinho da Seleção Brasileira. Caminhando bem próximo do carro de som, o empresário de 46 anos se emocionou com a execução do hino nacional, antes do início da caminhada.

Ao longo do trajeto de 4,7 quilômetros, ele aproveitou para registrar os momentos da manifestação através do smartphone para compartilhar o protesto nas redes sociais.  “Chorei quando cantamos o hino nacional. É um momento que emociona e que mostra o quanto o brasileiro é unido. São pessoas de bem que estão pensando nas novas gerações e que acreditam numa proposta de governo”, definiu.

Cozinheira Regina Sumpf levou sua indignação para a avenida Beira Mar Norte. Foto: Flavio Tin/ND

Com o rosto pintado e toda de verde e amarelo, a cozinheira Regina Adriana Stumpf, 43 anos, carregou a bandeira do Brasil durante os 4,7 quilômetros de caminhada na manifestação. Ela optou por participar do protesto ao invés de curtir o dia de folga da semana. “Estou aqui pela indignação. A gente não pode deixar fazer o que eles estão fazendo. O intuito deles é tirar aquele bandido da cadeia”, declarou Regina, em referência a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e divulgação das conversas entre o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Para a cozinheira, as críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro são injustas, pois são apenas seis meses de trabalho. Ela também defende a operação Lava Jato e a reforma da Previdência. “Estou aqui pelas novas gerações”, declarou.

João Carlos e Oldina dos Santos caminharam unidos em favor da Lava Jato. Foto: Flavio Tin/ND

De mãos dadas, o casal João Carlos dos Santos e Oldina Cardoso dos Santos também estavam devidamente paramentados com as cores verde e amarela para manifestar apoio a operação Lava Jato, ao ministro Sergio Moro e a reforma da presidente. Ex-presidente do CRC (Conselho Regional de Contabilidade) de Santa Catarina, Santos justificou a presença no protesto. “Estamos aqui para lutar pelo país, porque não se pode acreditar que um país próspero como o Brasil vive uma situação difícil, com 13 milhões de desempregados”, declarou.

Para Oldina, a corrupção é o grande problema do país. “Não é justo que um país com tanta riqueza não consiga crescer diante de tantos casos de corrupção na política”, completou. Santos lembrou que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sergio Moro têm sido atacados pela mídia. “O papel da imprensa é muito importante na formação da opinião pública”, relatou.

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