Memória e identidade: os leitores opinam

"Sim, estamos não só perdendo Florianópolis. Estamos perdendo a chance de compreender nossa herança cultural", diz um dos leitores

Sobre a coluna do fim de semana – em que tratei da questão da memória relacionada à identidade cultural em Florianópolis – recebi alguns comentários interessantes, via redes sociais:

— A gente mais nova precisa ficar sabendo das nossas coisas, nossa cultura e nossa paisagem e sua relação com a nossa cidade e seus habitantes. George Alberto Peixoto.

— Adorei teu texto, Carlos Damião, por traduzires em palavras um sentimento tão de manés… da emoção de ter andado pelo Miramar, na ponte maravilhosa de carro, de ônibus, a pé olhando pelas frestas da passarela aquele mar lá embaixo… o frio no estômago, emoção. Janine Jacques

— Que saudade de tudo aquilo. Até do som da madeira (dos trilhos) que ouvia ao atravessar a ponte. Obrigada por me devolver tudo isso. Minha participação, num seminário sobre cultura em Buenos Aires, falou exatamente da ‘Memória Coletiva’. (…) E o Janja (João Eduardo Amaral Moritz) está certo: a ideia do Plano Capital da Gente era transformar a ponte num grande bulevar. Lélia Nunes

— Sim, estamos não só perdendo Florianópolis. Estamos perdendo a chance de compreender nossa herança cultural mestiça, lembrando que a base da cultura da ilha e adjacências é açoriana e africana – e muita gente torce o nariz pra isso! Wiliam Wollinger Brenuvida

— A crise provocada com esse tema (reforma da Ponte Hercílio Luz) ajuda, pois com a crise a gente levanta a “bunda da cadeira” e se mexe. Laercio Moser

Obrigado também às estimulantes palavras de Roberto Schweitzer, Cristiano Passos, Jaqueline Maria Quadros, José Luiz Sardá e Renato Kadletz.

Americanos aqui

Por falar em memória, Jeff Franco e Marli Cristina Scomazzon lançam dia 5 de novembro, na Fundação Badesc, o livro “A Caminho do Ouro – norte-americanos em Santa Catarina” (Insular), um belo trabalho de pesquisa, baseado em dezenas de manuscritos dos viajantes do século 19. Conforme os autores, a obra resgata um período da história de Santa Catarina do qual não se tinha notícia e que foi esquecido pela memória popular.

Abrindo a ponte

O governo do Estado deve, enfim, abrir detalhes sobre a Ponte Hercílio Luz esta semana. Precisa revelar valores e, ainda, como vai fazer para enfrentar a terceira, mais delicada e mais importante etapa da restauração. Obviamente, não vai jogar fora tudo que já foi até aqui – inclusive a recuperação dos dois viadutos, realizada no governo de Luiz Henrique da Silveira. A ponte é importante não apenas como símbolo catarinense, mas também para auxiliar na mobilidade urbana – em especial, privilegiando pedestres e ciclistas.

Total transparência

Uma questão que é muito cobrada nas redes sociais é a transparência total quanto ao processo final de recuperação da Ponte Hercílio Luz. As pessoas reivindicam mais atenção à saúde, educação e segurança pública. E o governo precisa mostrar esses dados à população, até para combater o clima de ódio que contamina a comunicação informal da web. A coisa é tão grave, do ponto de vista do senso comum, que um cidadão invadiu meu Facebook para dizer que o problema da ponte “é culpa dos petralhas”.

História em branco

Os 170 anos da visita de D. Pedro 2º e sua corte por Florianópolis passaram em branco. Nada, nenhuma solenidade, nenhuma programação especial – e assim a cidade vai perdendo suas referências, sua personalidade, tornando-se superficial do ponto de vista cultural. Em compensação, Santo Amaro da Imperatriz – que à época (1845) pertencia a São José – apresenta uma ampla programação comemorativa desta quarta, 21, até domingo, 25.

Milagreiros

“Da série: milagreiros bem sucedidos de Floripa”. Raphael Luz, nas redes sociais, sobre a casa noturna da cidade que vendia vodca fake e água torneiral para seus endinheirados clientes.

Educação digital

Quem se interessa pela combinação educação – inovação tem três novos livros digitais à disposição na internet, de autoria de professores, alunos e colaboradores da UFSC. Criatividade e Inovação na Educação, Do Ponto ao Pixel e Educação Fora da Caixa – Tendências para o Século 21. Serão lançados no Encontro Nacional de Inovação na Educação, nesta quinta-feira, dia 22, no Cia Acate, na Capital, mas já podem ser baixados gratuitamente na área downloads do site eduforadacaixa.com.br.

Divulgação Cristiano Prim/ND

Partilha de saberes

A coreógrafa e dançarina Marina Abib, convidada do projeto Tubo de Ensaio, dá hoje a oficina Danças Brasileiras: Um Corpo Ritmado, no Laboratório de Dança B, bloco 5 do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina. A partir das 13h30, ela mostra como os saberes da tradição podem permear a composição na dança. A oficina é gratuita.

Divulgação Estúdio Fotos/ND

Força da dança

A mostra de dança infantil A Noite É uma Criança já recebeu na Capital quase 20 mil bailarinos de sete estados brasileiros. Para a 14ª edição, de 28 de outubro a 2 de novembro, no Teatro Ademir Rosa, virão 87 grupos – todos catarinenses, das regiões Norte, Sul, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí – que apresentarão trabalhos de 74 coreógrafos. A venda antecipada de ingressos já abriu e a lista dos locais para a compra está no site www.mostradedanca.com.br. Na imagem, o grupo de dança do Colégio Arte e Vida, da Capital.

Divulgação Petra Mafalda/ND

Saúde dos olhos

Prefeito Cesar Souza Júnior no lançamento do Caminhão da Oftalmologia, um projeto em parceria da Prefeitura de Florianópolis, Hospital Universitário e Sociedade Catarinense de Oftalmologia que irá zerar a fila da especialidade para crianças e jovens de até 18 anos até o fim deste ano. Serão 100 atendimentos por sábado, com agendamentos feitos pelo Programa Saúde na Escola.

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