Mil pinguins são encontrados mortos no litoral catarinense em dois meses

Mortalidade é anormal e pode estar relacionada à pesca

Cansados da longa travessia, do sul da Cordilheira dos Andes na Patagônia até o Rio de Janeiro, diversos pinguins, principalmente os mais jovens, buscam pouso em Florianópolis. Somente em julho, foram encontrados 40 nas areia ilhoas pelo Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres). Este é um fenômeno natural. Diferente do estudo da veterinária Cristiane Kolesnikovas, com diversas universidades, ONGs e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que retrata um quadro atípico: mais de mil pinguins foram encontrados mortos nos últimos dois meses no litoral catarinense.

 

Edilene da Silva/Divulgação/ND

Pinguim em São Francisco do Sul

Pinguim encontrado no último dia 13, em São Francisco do Sul

 

A pesquisa que iniciou na região Sul, entre Imbituba e Balneário Rincão, será apresentada em setembro, em coparceira com a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), e a ONG R3 Animal. Até o momento, os motivos da mortandade são especulação, mas a grande suspeita é a pesca. Alguns animais foram encontrados com marcas e pedaços de rede do corpo.

Os pinguins vivos são encaminhados para a Cetas para recuperação. Ariana de Souza Fernandes, veterinário do Centro, informa que devido ao cansaço muitos não conseguem se alimentar, então, recebem pasta de peixe por sonda. Os mais aptos ganham peixe no bico.

Os animais ficam na triagem entre um e dois meses para hidratação, aquecimento e alimentação. Quando prontos novamente são soltos no mar em grupos de dez indivíduos.

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