Ministério Público vai investigar atraso em atendimento aos brasileiros mortos no Chile

Atualizado

O Ministério Público chileno pretende instaurar procedimento para investigar o atendimento prestado pelos Carabineros aos seis brasileiros que morreram aparentemente por intoxicação no apartamento onde estavam hospedados, em Santiago.

General Mauricio Rodriguez, chefe dos Carabineros – Tele 13/RICTV/ND

Os Carabineros são a brigada militar do Chile. A informação foi confirmada pelo general Mauricio Rodriguez em entrevista à Tele 13 – emissora parceira da RICTV na cobertura da tragédia. De acordo com o comandante, na primeira chamada de socorro, os “brigadianos” não encontraram o endereço.

“Os Carabineros estão revisando permanentemente os procedimentos que adotam. Em relação a este caso, houve uma ligação prévia, quando foi disponibilizada uma viatura ao endereço (onde estavam os brasileiros). Lamentavelmente, o oficial que ficou responsável não encontrou o endereço. Posteriormente, houve outra ligação, os agentes foram deslocados, encontraram o apartamento e adotaram o procedimento padrão”, explicou Rodriguez.

O comandante disse ainda que a própria corporação vai abrir inquérito para investigar se os procedimentos adotados estavam corretos e também vai disponibilizar todas as informações necessárias ao Ministério Público chileno.

“Sobre isso, gostaria de colocar duas coisas. A primeira delas é que todos esses antecedentes foram colocados à disposição do Ministério Público. Em segundo lugar, desde o ponto de vista interno, estão sendo feitas indagações
administrativas, com a finalidade de estabelecer se houve negligência ou inatividade por parte do oficial responsável pelo procedimento”, completou.

A construção, localizada na Rua Santo Domingo, a doze quadras do Palácio de la Moneda, data de 1965 e possui três fontes de gás para aquecimento. A principal suspeita é de que as vítimas morreram após inalar monóxido de carbono, que não se sabe até o momento de onde teria saído.

O imóvel foi alugado via plataforma Airbnb, que informou ainda nessa quinta-feira (23) que irá custear o traslado dos corpos, e também a viagem de familiares para acompanhar os trâmites legais.

O apartamento em que os seis brasileiros morreram no Chile na quarta-feira (22) não passava por vistoria há pelo menos 15 anos.

Confira a entrevista (em espanhol):

Leia também

Geral