Ministro do STF manda soltar Eike Batista, preso desde janeiro

Para Gilmar Mendes, o perigo que o empresário oferece à ordem pública "pode ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão"

LETÍCIA CASADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes mandou libertar o empresário Eike Batista. Ele está preso no Rio desde desde janeiro em um desdobramento da Operação Lava Jato.

Para Gilmar Mendes, o perigo que Eike oferece à ordem pública ou à instrução do processo “pode ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão”. Na decisão, Mendes afirmou que os crimes que Eike teria cometido “estariam ligados à atuação de um grupo político, atualmente afastado da gestão pública”.

Eike Batista - Fernando Frazão/Agência Brasil
Eike Batista foi preso em janeiro, em um desdobramento da Operação Lava Jato – Fernando Frazão/Agência Brasil

No começo do mês, Gilmar Mendes negou um pedido de liberdade feito pela defesa de Eike. O empresário e seu braço-direito, Flávio Godinho, foram alvos da Operação Eficiência sob a suspeita de lavar R$ 16,5 milhões em esquema de pagamento de propinas com uso de contratos fictícios direcionadas ao ex-governador Sergio Cabral entre 2010 e 2011. A prisão foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal.

Ao conceder habeas corpus a Godinho, Gilmar Mendes justificou que “embora graves”, os fatos teriam acontecido muito tempo antes da prisão de 2017. Para ele, Godinho “não é acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa”.

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