Mistério: Mulher desaparecida pode ter sido segunda vítima de marido

Atualizado

Um boletim de ocorrência registrado em 18 de setembro na delegacia de Apucarana (PR) dando conta do desaparecimento de uma mulher, a jovem Maria Helena Bispo Carvalho, de 28 anos, e da filha dela, de 3 anos, tem intrigado a polícia do Paraná, que também conta com apoio das equipes de Santa Catarina. As informações são do portal RIC Mais.

Maria Helena está desaparecida desde 11 de setembro – Foto: Reprodução/Redes Sociais/RICMais PR/ND

Acontece que, poucos dias depois, ela foi localizada na casa da vó paterna, em Santa Cecília, na Serra de Santa Catarina.

A família de Maria Helena deu conta do sumiço porque a jovem parou de se comunicar por mensagem, como era de costume. Além dela e da menina, os familiares contaram à polícia o marido dela, Thomas Oliveira de Melo, também estava desaparecido.

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O casal estava junto há cinco anos e a menina é filha dos dois. Maria Helena também tem um menino maior, fruto de relacionamento anterior.

Um dos fatos que chamou a atenção foi que o marido, Thomas, vendeu os móveis do apartamento pela internet na época do desaparecimento. Além disso, ele já era procurado por uma tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Santa Catarina – fato este que era desconhecido de Maria Helena e sua família.

“Assim que recebemos a notificação de desaparecimento, entramos em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina. Além da criança, foi localizado o veículo que eles saíram de Apucarana. Só que ele não foi encontrado e, através desse primeiro contato, descobrimos que ele seria foragido no estado vizinho”, disse o delegado Marcus Rodrigues, de Apucarana.

Maria Helena e o marido Thomas – Foto: Reprodução/Redes Sociais/RICMais/ND

Câmeras revelam movimentação na madrugada

Imagens das câmeras de monitoramento do prédio onde o casal morava, em Apucarana, mostram a vítima chegando em casa com o marido e os filhos no dia do desaparecimento, 11 de setembro. A polícia descobriu que o casal teve uma discussão naquela noite.

De acordo com as imagens, na madrugada do dia seguinte, às 5h44, Thomas abre a porta de vidro da garagem com cautela para não acionar o sensor de presença que iluminaria o local.

Dois minutos depois, é possível ver a sombra do suspeito parada, analisando o ambiente, e retornando para o ambiente. Às 6h23, Thomas sai com o veículo e retorna três minutos depois, a pé. Segundo a polícia, ele teria deixado o automóvel na rua lateral do prédio.

Às 7h05, ele sai com a filha, de três anos, e o filho da vítima, de oito anos, a pé; meia hora depois, ele retorna sozinho para o prédio.

As imagens também registram o suspeito caminhando pelo local nos dias 13 e 14, só que não registra a presenta de Maria Helena.

No dia 15, Thomas aparece com uma mala às 4h41 e encara a câmera; seis minutos depois, ele desce novamente do apartamento com mais uma mala, a bolsa da filha e uma bolsa azul;

Às 5h12, o suspeito sai com a criança no colo e entra no carro; depois dessa imagem, ele despareceu.

Suspeita de corpo em mala

A polícia trabalha com duas suspeitas. Uma delas é a de que Thomas teria matado a mulher estrangulada e teria jogado o corpo pela janela. Assim, ele poderia colocar o corpo no porta-malas do veículo.

A outra hipótese é a de que ele teria matado a mulher estrangulada e teria colocado o corpo dentro de uma mala. Depois disso, ele teria se livrado do cadáver.

Segundo a polícia, o único cômodo na casa que tinha presença de sangue era o banheiro. Além disso, o apartamento estava todo revirado.

“A bolsa de Maria Helena, com todos os pertences, estava na casa. É uma situação que levanta suspeita e nós estamos intensificando cada vez mais as investigações”, afirmou o delegado Marcos Felipe.

O caso foi notificado como desaparecimento, mas a polícia informou que não descarta a hipótese de feminicídio.

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