Após 15 meses, comerciante de Palhoça reencontra cachorrinha desaparecida

Kastiane Lima não desistiu de procurar Condessa, que havia sumido durante um passeio

Condessa saiu para um de seus passeios rotineiros pela rua e se perdeu, em junho de 2015, no bairro Guarda do Cubatão, em Palhoça. Mesmo sem nenhuma pista do paradeiro da cachorra de estimação, a comerciante Kastiane Lima, 29 anos, não desistiu de procurá-la. As buscas, que fracassaram durante 15 meses, terminaram há uma semana, quando Kastiane viu uma cadelinha branca para adoção em uma rede social. O reencontro aconteceu no dia 1 de outubro, no bairro Sertão do Imaruim, em São José. E, ao ser chamada pelo nome, Condessa correu para o colo de Kastiane e a cobriu de lambidas saudosas.

Cachorrinha Condessa foi encontrada depois de um ano e quatro meses - Flávio Tin/ND
De volta ao lar, Condessa brinca com Isabelly, para a alegria da mãe Kastiane  – Flávio Tin/ND

A cadelinha foi um presente que Kastiane ganhou há 12 anos. O animal de estimação costumava dar voltas de dez minutos pela rua e voltar para casa. Foi em um desses passeios que Condessa desapareceu. Começava aí a procura angustiante de Kastiane. “Sempre que via um cachorrinho branco pela rua eu parava o carro e chamava pelo nome dela para ver se tinha resposta”, contou.

Outro fator que apertava o coração de Kastiane era a lembrança de um relato de um vizinho, sobre o envenenamento de seis cães no bairro, três dias após o desaparecimento de Condessa. “Ele disse que tinha uma cachorrinha branca entre os mortos. Não tive coragem de conferir e fiquei com a dúvida se era a minha ou não. Mas no fundo eu sabia que ela estava viva”, disse.

Por onde Condessa passou e o que viveu até chegar ao Sertão do Imaruim ninguém sabe. Mais de 20 quilômetros de distância separam a casa de Kastiane do local onde ela foi recolhida pela publicitária Alexia Azevedo, 22, e a irmã, Yane, 24. “Ela foi acolhida por uma família em frente ao meu condomínio, por uns tempos, e depois foi deixada do lado de fora do portão. Ela chorava para entrar. Então a recolhemos, levamos ao pet shop para um banho e para tirar as pulgas, que eram muitas”, detalhou Alexia.

Tão longe, tão perto

 Depois do pet shop, Alexia e Yane procuraram em grupos de adoção, nas redes sociais, se havia alguém à procura de um animal com as características da Condessa. “Não podíamos ficar com ela porque não é permitido animais em nosso condomínio. Então tiramos uma foto dela e postamos”, contou Alexia.

O que a dupla não sabia era da proximidade que tinham com a dona de Condessa. Yane é professora de natação da filha de Kastiane, razão pela qual a foto foi visualizada na mesma noite da postagem. A comerciante de Palhoça perguntou se a cachorra tinha manchas na barriga e uma cicatriz no meio da testa.

Características conferidas, era hora de marcar o horário do encontro para a manhã seguinte. “Depois de 14 meses ela ouviu seu nome e a minha voz. Não sei nem como explicar o que senti. Foi algo espiritual o nosso reencontro. Como ela foi parar nas mãos de uma conhecida? Como ela chegou ao local onde estava? Como a encontrei antes de ser adotada?”, questionou a tutora.

Kastiane conta que Condessa tem problemas cardíacos e às vezes precisa receber sopros na boca por falta de ar. “Não sei se alguém a recolheu e depois a abandonou porque viu que ela precisava de cuidados… Não sei. Não entendo, apenas comemoro”, declarou.

De volta ao lar, Condessa retomou a convivência com a filha de Kastiane, a pequena Isabelly, 5 anos, com a pastor alemão Milady e com o yorkshire Bidu, que se integrou à família para suprir a falta que Condessa fazia.    

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