Moradores pedem segurança e relatam descaso na região do Moçambique, em Florianópolis

Moradores da região do bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, seguem insatisfeitos com a insegurança constante na região. Na última sexta-feira (28), um morador local, que é empresário e atua com serviços de serralheria, fez a restauração do portão que dá acesso à Praia do Moçambique de forma voluntária.

A ação teve apoio da comunidade local, IMA (Instituto do Meio Ambiente), Polícia Militar Ambiental e do Parque Estadual do Rio Vermelho, após o portão ter sido arrancado por vândalos na madrugada do dia 23 de junho. Os autores do crime ainda não foram identificados.

Portão foi reinstalado com ajuda da comunidade, Polícia Militar Ambiental, Instituto do Meio Ambiente e Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis – Amorv/Divulgação/ND

A instalação do portão, feita em janeiro, tem como intuito preservar a área interna do parque e evitar crimes, que de acordo com a Polícia Militar ocorrem com frequência. Entre as ações ilegais mais frequentes, estão o descarte irregular de lixo, abandono de animais e até mesmo a desova de corpos.

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Após a restauração do portão, a Polícia Ambiental segue com o trabalho de rondas, o que, de acordo com presidente da Amorv (Associação de Moradores do Rio Vermelho), João do Bericó, ainda é insuficiente.

“Nossa região possui mais de 20 mil moradores e não temos monitoramento por câmeras, nem posto policial”, reclama.

Em relação às câmeras de monitoramento no Parque do Rio Vermelho, o subtenente da Polícia Militar Ambiental Marcelo Duarte informou que já foram instalados equipamentos em outras ocasiões, mas com resolução muito baixa.

O subtenente afirmou, ainda, que era comum pessoas cortarem os fios e danificarem o equipamento. Por isso, atualmente a área não conta com câmeras.

Ainda de acordo com a PM, a corporação está atualmente buscando parcerias com a comunidade local e empresários para comprar câmeras que possam ser instaladas e integradas ao sistema de monitoramento com que a PM já trabalha, o programa Bem-te-vi de Videomonitoramento Urbano.

Insatisfação dos moradores

Além da insegurança por falta de monitoramento, os moradores reclamam da falta de infraestrutura. “Temos uma rodovia estadual que atravessa o bairro, porém sem acostamento nem ciclovia”, relata João do Bericó. Ainda segundo o presidente da Amorv, a situação demonstra descaso com a comunidade local.

Portão de acesso à Praia do Moçambique foi arrancado por vândalos durante a madrugada do domingo (23) – Amorv/Divulgação/ND

Para Natália Bittencourt, moradora do Rio Vermelho, de nada adianta recolocar o portão sem as câmeras de segurança. Ela afirma que a comunidade já havia alertado para a necessidade do videomonitoramento.

Natália disse, ainda, que a audiência pública sobre o portão foi realizada há pouco mais de um ano, no dia de 22 de junho de 2018, quando foi feita a promessa de que seriam colocadas também cinco câmeras de segurança por todo o bairro, e não apenas na entrada da praia.

A moradora reclama que essas câmeras nunca chegaram de fato à região. Natália detalhou que a reunião em questão foi realizada na Associação de Moradores do Rio Vermelho e contou com a presença do 21º Batalhão de Polícia Militar, Polícia Ambiental, IMA e vereadores de Florianópolis.

*Com informações da RICTV.

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