Morre catarinense que foi agredido na Austrália em briga de rua

Morreu na madrugada desta sexta-feira (11) – horário de Brasília -, o Ivan Susin, de 29 anos, que estava internado em coma em um hospital da Austrália. Ele estava hospitalizado há 10 dias, após ser agredido na rua por um homem bêbado. As informações são do site da revista Época.

Depois de passar 10 dias internado em um hospital australiano, Ivan Susin morreu na madrugada desta sexta-feira – Foto: Facebook/Reprodução/ND

Em nota, a família do jovem afirmou que busca solidariedade em “cada pessoa que, nos últimos 10 dias de luta ininterrupta pela vida do Kiko, manteve acesa a chama da esperança”.

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A nota também classifica como “barbárie” o que aconteceu e diz que o fato nunca poderá ser compreendido.

“No entanto, a busca por justiça será não só razão para continuarmos vivos, mas essencialmente para que Ivan Susin, brasileiro, filho, irmão, amigo e ser humano de bondade indescritível, jamais seja esquecido” disse a família.

Relembre o caso

Ivan Susin, catarinense que vivia em Gold Coast, na Austrália, sofreu uma agressão na última terça-feira (1º), quando comprava um lanche na rua com um amigo.

Conforme o jornal australiano Gold Coast Bulletin, ele reagiu a uma tentativa de assalto. Informações da polícia local dão conta de que o agressor estava bêbado.

O amigo de Ivan começou a ser agredido, e o catarinense tentou defendê-lo. Imagens de câmeras de monitoramento do local mostram que o amigo de Ivan estava sentado em um banco, quando começou a discutir com um homem.

Em seguida, Ivan tentou separar a briga e foi atingido no rosto por um outro homem. Após o golpe, o catarinense caiu desmaiado e, dali, foi encaminhado para atendimento em um hospital.

O homem suspeito de agredir Ivan foi identificado como Ricky Lefoe, de 27 anos. Ele e o outro agressor, cujo nome não foi divulgado, estavam em Gold Coast a turismo.

A polícia prendeu Ricky, acusado de danos corporais graves, no hotel em que ele estava hospedado, praticamente em frente ao lugar onde aconteceu a agressão, pouco depois do crime.

No dia seguinte, Ricky se apresentou à Justiça australiana. Os advogados dele disseram que não houve intenção de que esses danos fossem causados e alegaram legítima defesa.

A juíza decidiu por liberar Ricky mediante fiança de 50 mil dólares australianos (o equivalente a R$ 138 mil). A condição era de que ele entregasse o passaporte à Justiça e não entrasse em nenhuma casa noturna no estado de Queensland.

Ricky pagou o valor da fiança, entregou o passaporte e está livre, ainda que temporariamente.

Polícia