Morre o músico Mazinho do Trombone aos 78 anos em Florianópolis

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O músico Daldumar Roberto Vieira, mais conhecido como Mazinho do Trombone, morreu na madrugada desta quarta-feira (10), em Florianópolis, aos 78 anos. Vítima de pneumonia, foi internado na noite de terça (9) no Hospital Celso Ramos, onde faleceu às 4 h da manhã.

Mazinho do Trombone morreu na madrugada desta quarta-feira – Reprodução/Facebook

O corpo está sendo velado até a noite desta quarta na capela do Cemitério São Francisco, no Itacorubi. O enterro será às 10h desta quinta-feira (11), depois de velório e missa de corpo presente, no cemitério do Ribeirão da Ilha.

Natural do Ribeirão da Ilha, Mazinho fazia parte da banda Magia Rara, criada em 1995. Junto com a banda, cujo repertório vai da MPB ao forró, o renomado instrumentista da Ilha subiu ao palco das principais festas da cidade, como o Reveillon e carnavais de rua.

Mazinho do Trombone já tocou em países como Espanha, Argentina, Uruguai, Paraguai e Portugal, onde chegou a ganhar um trombone do secretário de turismo de Lisboa.

Família de músicos

A família de Mazinho já havia sofrido uma perda no final de maio, quando a mulher do trombonista, Zânia Borges, morreu. Ele deixa seis filhos, nove netos e 15 bisnetos.

Segundo o neto Diego Roberto Vieira, toda a família foi influenciada pelo talento musical do avô. “Sou tecladista, meu pai e um tio tocam cavaco e outro tio toca baixo, somos uma família de músicos”, afirmou.

Para a cantora Cláudia Barbosa – filha do eterno poeta Zininho, autor do Hino de Amor à Ilha –  Mazinho era um dos últimos ícones da cultura de Florianópolis. “Graças a Deus o conheci, dividi o palco e pude prestar homenagem a ele. Era um músico autodidata por excelência e de alma muito nobre”, afirma Cláudia.

“Infelizmente morreu pobre, doente e esquecido. Nos resta recuperar a história dele e de outros artistas para garantir que suas obras estejam disponíveis para a posteridade, pois muitos desses artistas têm um acervo analógico que precisa ser passado para a mídia atual. Embora seja um trabalho fácil de fazer, necessita de equipamento e de apoio para ser feito”, defendeu a artista.

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