Mortalidade materna e infantil em Santa Catarina está abaixo da média do Brasil

Os hospitais estaduais estão entre os que têm as menores taxas de cesariana do Estado

Santa Catarina tem indicadores abaixo da média brasileira em relação à mortalidade materna, conforme dados do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade). Enquanto o Brasil, em 2015, teve 57,6 óbitos por cada 100 mil nascidos vivos de mulheres por causas ligadas à gestação, Santa Catarina teve 30,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos.

Santa Catarina também apresenta queda nos dados de mortalidade infantil: o Estado passou de 11,7 óbitos por mil nascidos em 2011 para 9,9 em 2015. Os números de 2015 também estão abaixo da média no Brasil, que teve 12,4 óbitos de menores de um ano de idade em cada mil nascidos vivos.

Santa Catarina tem as menores taxas de mortalidade materna e infantil - Jaqueline Noceti/Secom/Divulgação/ND
Santa Catarina tem as menores taxas de mortalidade materna e infantil – Jaqueline Noceti/Secom/Divulgação/ND

“Nosso desafio é melhorar ainda mais estes indicadores, atuando nas mortes ainda evitáveis por atenção no pré-natal e parto”, disse a coordenadora das Áreas Programáticas da Secretaria de Estado da Saúde e representante do grupo condutor da Rede Cegonha, Carmem Regina Delziovo.

Os hospitais estaduais estão entre os que têm as menores taxas de cesariana do Estado. Alinhado à política de parto humanizado, em Santa Catarina também é permitida presença do acompanhante e da doula. Inclusive,Santa Catarina foi o primeiro Estado brasileiro a assegurar a presença das doulas durante o período de trabalho de parto e pós-parto imediato em maternidades e hospitais da rede pública e privada e foi pioneiro ao sancionar a lei estadual contra a violência obstétrica.

As maternidades estaduais são as que realizam o maior número de partos por ano pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A Darcy Vargas, de Joinville, por exemplo, em 2016, fez mais de 6 mil partos, e a Maternidade Carmela Dutra, de Florianópolis, quase 4 mil partos.

Carmem Regina Delziovo informou que os hospitais estaduais contam com atendimento ambulatorial de pré-natal de alto risco, atendimento de urgências e emergências obstétricas e atenção ao parto. Têm no seu quadro efetivo médicos obstetras, pediatras, neonatologistas e enfermeiros obstetras, que são especializados na atenção ao pré-natal e ao parto de baixo risco.

A coordenadora ressaltou ainda que Rede Cegonha está presente em 100% dos municípios. Nesta rede, o pré-natal é realizado pelas equipes de Atenção Básica nos municípios. Segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ), de 848 equipes pesquisadas, 94,8% ofertam consultas de pré-natal na Unidade Básica de Saúde nos municípios catarinenses.

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