Mortes de macacos por febre amarela aumentam 208% em uma semana em Santa Catarina

Atualizado

A quantidade de macacos mortos por febre amarela em Santa Catarina, em 2020, chegou a 37 nesta terça-feira (24). De acordo com o mais recente informe epidemiológico da secretaria de Estado da Saúde, o balanço traz 25 mortes a mais do que na semana passada.

Segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), até a semana passada havia registro de 12 óbitos destes animais no Estado. O número representa um aumento de 208%.

SONY DSC – Foto: Arquivo/Fábio Massalli/Agência Brasil/Divulgação/ND

Foram registradas 19 mortes em Blumenau, quatro em Pomerode, três em Indaial, Campo Alegre e São Bento do Sul e uma em Gaspar, Timbó, Jaraguá do Sul, Luís Alves e Doutor Pedrinho. Além disso, 163 mortes de macacos aguardam resultado dos exames.

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Humanos

Os casos confirmados de morte de humanos vítimas da doença somam sete e foram registrados nas cidades de Camboriú, Blumenau, Indaial, Pomerode (2), Jaraguá do Sul e São Bento do Sul.

A primeira morte humana por febre amarela foi registrada no dia 2 de março, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte.

De acordo com a secretaria da Saúde, a vítima é um homem de 42 anos, que começou a apresentar os sintomas da doença no dia 27 de fevereiro. No entanto, ele só procurou atendimento médico no dia 2 de março, quando acabou morrendo.

Os dados revelam a importância da população se imunizar contra a febre amarela, uma doença grave. “Até o momento, a cobertura vacinal do estado está em 85%, embora seja heterogênea nos municípios. Muitos ainda não atingiram bons índices”, informou João Fuck, gerente de zoonoses da secretaria da Saúde. “O ideal é vacinar, ao menos, 95% da população dentro do público-alvo, que são todas as pessoas com mais de nove meses de idade”, completou.

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