Morto pela PM: Justiça vai ouvir novas testemunhas em caso Vitor

Atualizado

A Vara do Tribunal do Júri marcou nova audiência no processo que apura as circunstâncias da morte de Vitor Henrique Xavier da Silva, 19 anos, em Florianópolis. No dia 21 de janeiro de 2020, a Justiça deve ouvir novas testemunhas de acusação.

Vitor foi morto por policiais militares enquanto manuseava uma arma de pressão (airsoft). Segundo os familiares, ele estava brincando de atirar em latinhas no quintal de casa quando foi surpreendido. O crime ocorreu no bairro Ingleses, no dia 18 de abril deste ano. Ele foi alvo de cinco disparos.

Vitor Henrique Xavier Silva Santos tinha 19 anos quando foi morto – Foto: RICTV/Reprodução

Os policiais militares Guilherme Palhano e Hébert Rezende da Silva foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima.

Embora os tiros tenham sido disparados por Palhano, o MP entendeu que os dois policiais tiveram responsabilidade na ação e devem responder da mesma forma. A denúncia foi apresentada em agosto deste ano.

Segundo os PMs, ação ocorreu após eles receberam uma denúncia indicando que “um menino moreno” estava portando uma arma no local. A dupla de policiais cobria o rosto com touca balaclava no momento da ação. A suposta denúncia não teria partido de chamado pelo 190.

Ao chegarem no quintal da casa de Vitor, os policiais alegaram que o rapaz teria apontado a arma na direção dos PMs, justificando a abordagem. A conclusão da Polícia Civil, que investigou o caso, foi de que a conduta era improvável, levando em conta a personalidade de Vitor.

O laudo cadavérico anexado ao inquérito constatou que Vitor foi atingido por quatro dos cincos tiros disparados pelo policial indiciado. Três disparos atingiram o lado esquerdo do corpo da vítima. Os tiros causaram politraumatismo e, por consequência, a morte da vítima.

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Andamento do caso

O processo corre na Vara do Tribunal do Júri da Capital. A Justiça aceitou a denúncia contra os policiais no dia 7 de agosto, ocasião em que os PMs viraram réus.

Um IPM (Inquérito Policial Militar) também foi aberto em paralelo pela corporação. A investigação interna foi concluída em 31 de maio. Diferente do entendimento do MP, a corporação entendeu que os policiais agiram de forma culposa, ou seja, sem a intenção de matar.

Para a Polícia Militar, “não houve indícios de crime, haja vista o indiciado (policial que atirou) ter agido amparado pela excludente da Legitima Defesa Putativa”.

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