MP denuncia três pessoas pelo assassinato de empresária em Araquari

Atualizado

Três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, acusadas de serem responsáveis pela morte de Cátia Regina. A denúncia foi apresentada nesta quinta-feira (10), pelo promotor de justiça Leandro Garcia Machado, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca.

O crime ocorreu nas primeiras horas do dia 25 de julho, em Araquari, no Norte catarinense. Cátia retornava de uma viagem de negócios feita a São Paulo quando foi assassinada com disparos de arma de fogo que atingiram o crânio da vítima.

Cátia foi encontrada morta com tiro na cabeça – Foto: Arquivo Pessoal

Dentre os acusados estão Odelir Medeiros e Fabrício Cabral Woche. Segundo a denúncia, eles a perseguiram e efetuaram os disparos que vitimaram Cátia

A denúncia aponta ainda que eles são “conhecidos na região pelo envolvimento com “mortes encomendadas” e “facções criminosas”.

A terceira denunciada é Magali Santos, apontada como a mandante do crime. Ela teria encomendado a morte de Cátia devido a uma disputa comercial. As duas eram comerciantes e concorriam entre si no comércio de varejistas do ramo de vestuário, em São Francisco do Sul.

Os três acusados foram denunciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, furto qualificado e fraude processual. Até esta quinta-feira (10), Fabrício continuava foragido.

O crime

Na noite dos fatos, Cátia tinha desembarcado em Joinville e se dirigia a São Francisco do Sul, onde morava. Ambos os municípios ficam no Norte de Santa Catarina. Com o Golf que dirigiam, Odelir e Fabrício pararam o veículo Renault Duster que Cátia conduzia, por volta das 22h40.

Magali as prestar o primeiro depoimento – Foto: Jonathan Rocha/RICTV

Conforme a denúncia, portando um falso distintivo da Polícia Federal e um crachá da Receita Federal, eles simularam uma aparente fiscalização de rotina. Após a abordagem, eles algemaram a vítima com as mãos para trás e colocaram na sua cabeça uma toca balaclava.

Em seguida, os acusados colocaram a vítima em um dos carros e foram até o Morro da Palha, próximo à rodovia Olívio Nóbrega, em São Francisco do Sul. Eles se deslocaram com os dois veículos.  Chegando ao local, eles abandonaram o carro de Cátia.

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Dirigindo o Golf, os dois homens levaram a vítima até Estrada Geral do Jacu, às margens do rio Piraí, em Araquari. Lá, executaram Cátia com um disparo de arma de fogo, que atingiu o crânio da vítima. O corpo de Cátia foi jogado no Rio Piraí, configurando a denúncia de ocultação de cadáver.

Na casa de Magali foi localizada uma arma. O marido da suspeita, é acusado de ter disparado contra Cátia. Ele fugiu do local no momento da chegada da Polícia. O revólver foi encaminhado para a perícia que determinará se o disparo que atingiu a empresária é compatível. – Foto: RICTV RECORD/ND

Logo em seguida os dois homens retornaram ao local onde abandonaram o veículo da vítima. Do carro, retiraram uma bolsa com peças de roupa que Cátia tinha comprado na viagem feita a São Paulo. A bolsa foi posteriormente apreendida na loja de Magali, no dia 6 de agosto, junto com o revólver utilizado no crime. A denúncia aponta que a ação configura a acusação de furto qualificado.

A denúncia aponta ainda que os dois homens atearam fogo no veículo, “com o fim de induzir a erro o juiz e o perito no processo penal ainda não iniciado” e “com o intuito de parecer que Cátia fora vítima de possível assalto, além
de tentar eliminar possíveis vestígios que os identificassem como autores do
homicídio, como impressões digitais”.

Próximos passos

O Ministério requereu a juntada do Laudo Pericial de Exame Cadavérico, e a conversão da prisão temporária dos acusados Odelir e Fabrício em prisão preventiva. A justificativa do MP é que há indícios que os acusados cometeram o crime, motivando a conversão.

Atualmente, Odelir está preso na Unidade Prisional Avançada de São
Francisco do Sul. Já Fabrício permanece foragido desde o dia que os policias civis foram cumprir o mandado de prisão preventiva.

O promotor Leandro Garcia Machado também requereu a manutenção da prisão domiciliar para Magali, mediante monitoramento eletrônico. Durante a execução do crime, Magali estava grávida. Agora, a acusada está amamentando o bebê.

A denúncia foi encaminhada à 2ª Vara da Comarca de Araquari, que pode aceitar ou não a denúncia feita pelo Ministério Público.

Defesa

A reportagem tentou entrar em contato com o advogado Odilon Amaral, responsável pela defesa de Magali, Fabrício e Odelir. Entretanto o advogado afirmou que só vai se manifestar sobre o caso na manhã de sexta-feira (11).

Caso Cátia Regina

Polícia