MP investiga possível ineficácia em termômetros usados em comércios e templos da Capital

Atualizado

O Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, instaurou nesta terça-feira (26) uma notícia fato para apurar a suspeita de ineficácia nas medições de temperatura corporal em frequentadores de templo e comércios de Florianópolis.

O Promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng pedirá a Vigilância Sanitária que, em até cinco dias, informe que medidas está tomando para iniciar a fiscalização da eficácia do uso dos termômetros e preste esclarecimentos sobre as informações noticiadas.

Aferição de temperatura é feita com termômetro digital infravermelho com mira laser para corpo humano – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/ND

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A investigação foi instaurada após reportagem de Billy Culleton, do site Floripa Centro, apontar que os termômetros utilizadas na cidade marcam temperatura em torno de 35º, e mesmo abaixo. Entretanto, a temperatura comum do corpo humano fica entre 36,5º a 37º.

O procedimento adotado pela Vigilância Epidemiológica de Florianópolis tem como objetivo conter a propagação da Covid-19. Caso a pessoa estiver com temperatura acima de 37,8º, ela é barrada do local e aconselhada a ligar para o Alô Saúde.

A reportagem publicada no site nesta segunda-feira (25) acompanhou a medição de temperatura dos repórteres e de pelo menos mais cinco pessoas. Em alguns estabelecimentos a temperatura dos envolvidos sequer alcançou a casa do 35º, oscilando entre 33º e 34,8º.

Especialistas consultados pelo jornal afirmaram que, caso os números fossem verídicos, indicariam quadro de hipotermia. Para os repórteres, a Vigilância Sanitária do município afirmou que “fiscaliza o método de medição de temperatura, mas não a eficiência dos termômetros”.

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