MP quer a prisão de “torcedores” responsáveis pelos objetos apreendidos no Ticen

Atualizado

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) quer a identificação e a prisão dos elementos envolvidos na confusão registrada no Ticen (Terminal Central de Integração) no último domingo (17), antes do clássico entre Avaí e Figueirense. A intenção foi manifestada pelo promotor Eduardo Paladino, em entrevista concedida ao ND. Para Paladino, lotado junto a 29ª promotoria de Justiça do Estado, trata-se de uma ocorrência de “extrema gravidade” e que o MP vai pedir “urgente apuração” de modo a responsabilizar os envolvidos.

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O cerco tende a se fechar aos que ainda insistem em usar o futebol como pano de fundo para a violência. No último domingo, integrantes de uma torcida organizada do Avaí foram detidos pela Polícia Militar, após serem flagrados com dezenas de objetos de guerra.

A promotoria está aguardando um relatório da PM de modo a tomar as providências cabíveis. “Esse caso foi de extrema gravidade e posso te assegurar que assim que esse relatório chegar, vamos tomar todas as providências no sentido de requisitar uma urgente apuração com identificação das pessoas que participaram disso. A intenção é caminhar com pedidos de prisão em desfavor dos responsáveis”, prometeu Eduardo Paladino.

Cadastramento obrigatório das torcidas

O Ministério Público também está atuando no apoio e coordenação do cadastramento das torcidas organizadas de todos os clubes de Santa Catarina. Trata-se de um procedimento padrão que consta no Estatuto do Torcedor, de 2003. Eduardo Paladino lembra que essa cadastramento nunca deixou de ser feito, apenas foi encabeçado pela Polícia Militar de modo a “descentralizar” o procedimento.

“Ele [cadastramento] já era feito pela FCF, nós atualizamos essa forma e se entendeu que seria mais eficiente realizar junto a Polícia Militar. Tinha a questão do deslocamento até Balneário Camboriú [sede da FCF] e a PM aceitou trazer para ela esse cadastramento e agora está padronizando”, acrescentou o promotor.

Em Florianópolis

O cadastramento é obrigatório e já tem prazo para que seja feito tanto no continente quanto na ilha. De acordo com o tenente-coronel Marcelo Pontes, comandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), desde segunda-feira (18) o prazo para esse registro já está contando. Os integrantes das organizadas do Avaí devem comparecer ao 4º BPM até o próximo dia 31, data do jogo contra o Tubarão, na Ressacada; já os integrantes das organizadas do Figueirense devem ir até a sede do 22º BPM e o prazo é mais curto, corre até sexta-feira, antes do clássico estadual diante do Joinville, no próximo domingo, no estádio Orlando Scarpelli.

Pontes ainda falou sobre a importância em “mais uma ferramenta” no combate a criminalidade e em nome da paz no futebol e seu entorno. Mais que isso, o tenente-coronel prevê a punição individualizada.

“É mais um instrumento e uma ferramenta para a segurança pública. Mais uma ação para que a gente possa fiscalizar e eventualmente punir pessoas. Hoje, até então, as entidades torcidas organizadas já foram punidas, o que está faltando é as punições individuais”, acrescentou.

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