MP/SC requer manutenção da preventiva e de acusação de homicídio doloso em atropelamento na Tapera

Promotor ainda pediu à Justiça que seja mantido que Raulino Jacó Bruning Filho vá a júri popular

O MP/SC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio do promotor Wilson Paulo Mendonça Neto, se manifestou contrário aos argumentos apresentados pela defesa do empresário Raulino Jacó Bruning Filho, 33, que atropelou três pessoas e matou Edevaldo Amaro Veloso, 20, em 9 de fevereiro, na rodovia Açoriana, na Tapera, Sul da Ilha. O promotor pediu à Justiça que mantenha contra o acusado os crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio dolosa, bem como mantenha a prisão preventiva de Raulino e o pedido de que ele seja julgado por júri popular. Após a manifestação do MP/SC, e no aguardo da manifestação da assistência de acusação, agora a Vara do Tribunal do Júri decidirá se acata os argumentos da Defesa ou mantém os requerimentos da Promotoria.

RICTV

Raulino Jacó Bruning Filho atropelou três pessoas em fevereiro

A defesa de Raulino, em documento de 42 páginas assinado pelo advogado Nilton Macedo, pediu a substituição das acusações de homicídio doloso e tentativas de homicídios dolosos, feitas pelo MP/SC (Ministério Público de Santa Catarina), por homicídio culposo e lesões corporais culposas – quando não há intenção de matar. Também pediu a revogação da prisão preventiva de Raulino – preso no presídio da Canhanduba, em Itajaí, e a realização de nova perícia no local dos fatos, esta última deferida pelo MP/SC.

Mendonça Neto destacou em sua manifestação que o contexto probatório não evidencia, “a modalidade culposa do crime, já que eventual discussão sobre o elemento subjetivo da conduta [dolo eventual ou culpa consciente] depende de análise aprofundada da prova, cuja competência para análise é exclusiva do Conselho de Sentença, pelas circunstâncias que cercam a infração.”.

À frente, o promotor sustenta que a “prisão se faz necessária em vista da gravidade concreta dos fatos. Afinal, evidencia-se que a maneira de execução delituosa levada a efeito pelo acusado demonstrou grande periculosidade social, na medida em que agiu com total desprezo pelas vidas alheias, não se importando com as consequências que a sua atitude poderia causar ou com o que viesse a acontecerem, até porque mesmo depois do evento agiu como se nada tivesse acontecido.”.

No acidente, além da morte de Edvealdo, a mulher dele, Camila Franceschetti, 18, sofreu luxações nos braços. A faxineira Rosângela Wosiaki, 48, ficou gravemente ferida e segue internada no semi-intensivo do hospital Celso Ramos, sem previsão de receber alta. O promotor Wilson Paulo Mendonça Neto, da 36° Promotoria de Justiça, denunciou o empresário Raulino por homicídio duplamente qualificado com dolo eventual – quando se assume o risco de matar -, tentativa de homicídio duplamente qualificada com dolo eventual, crime de embriaguez ao volante e omissão de socorro pelo atropelamento das três pessoas.

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