Muito estranho

A convocação para assembleia geral extraordinária após assembleia geral ordinária da Coopercred causou estranheza. É que para os eventos que acontecerão esta semana não foi apresentado o balanço referente ao ano 2013, como é exigido legalmente. Principalmente quando se sabe que na primeira assembleia deverá ser colocada em votação a possibilidade de se rolar uma provável dívida da cooperativa para exercícios futuros. Mas como se pode aprovar essa possibilidade sem sequer se conhecer o tamanho do prejuízo? A Coopercred garante que a apresentação do balanço não é mais exigida por lei, informação que o Banco Central nega veementemente.
 

Agência AL/Arquivo/ND

Tabu. Seu histórico político já recomenda, além disso, a disposição reforça a tese de que paradigmas serão quebrados. Se é ou não coisa do folclore ou do passado, o deputado estadual Sandro Silva (PPS) não quer nem saber. O que está focado em fazer acontecer é uma plena aceitação do eleitorado negro ao seu nome. Se mulher não vota em mulher, gay não vota em gay e coisas do gênero, como a crendice popular vive comentando, Sandro garante que negro pode votar em negro, sim. Ele trabalha com números superdimensionados que lhe garantem eleição como titular da Assembleia Legislativa.

LHS x Mariani
Volta histórica
O embate peemedebista deste fim de semana, em que as alas pró-manutenção do apoio ao governador Raimundo Colombo (PSD), em sua busca pela reeleição; e a ala que defende candidatura própria do partido no pleito majoritário, representa muito mais do que uma disputa entre os dois lados. É mais um caso das voltas que a vida dá. O que o senador Luiz Henrique da Silveira enfrenta neste sábado é exatamente o que ele proporcionou ao então todo poderoso do PMDB, Pedro Ivo Campos, há algumas décadas. Apenas o fato motivador é outro.
 
Crescimento
Visivelmente otimista, o deputado federal Mauro Mariani, que lidera ala que quer candidatura própria do PMDB, garante vitória de sua tese. Usa como argumento o fortalecimento do partido se sua bandeira de luta sair vitoriosa. Sabe que todos aqueles que sairão candidatos, este ano, também torcem por isso. O fato de Luiz Henrique ter saído à caça de votos dos delegados não o amedronta. Prefere tratar o fato como “desespero” dos adversários diante da derrota próxima. Cita o dado de que, na disputa pela presidência do diretório do PMDB, todos lhe davam no máximo 26% dos votos e ele conquistou 40%. De lá para cá, só tem crescido seu apoio.
 
Tiro Certo
Para os chamados conservadores do partido, a permanência do apoio a Colombo é mais negócio, pois seria a certeza de mais um mandato no poder. Evitaria desgastes e riscos desnecessários, bem como a saia-justa de se fazer uma campanha com discurso comprometido. Afinal de contas, raciocinam, como bater no governador se o PMDB está presente no governo? Além disso, o fato de Luiz Henrique ter intensificado as visitas a dezenas de municípios pelo Estado seria determinante para a vitória nas prévias. O senador não estaria perdendo tempo em grandes eventos do partido, mas indo a pequenas reuniões com os delegados do partido – aqueles que realmente têm votos.
 
 
 
EM ALTA
PIRABEIRABA. O distrito tem mostrado constantemente sua força. Seja na eleição, quando colocou na Câmara de Vereadores três representantes; seja em eventos, como nos festejos recentes de seus 155 anos de história.

EM BAIXA
PEDESTRES. Tidos como as principais vítimas do trânsito de nossos dias, os pedestres também mostram seu lado vilão em Joinville. Nas movimentadas ruas do Centro, eles insistem em não recorrer às faixas apropriadas.
 

 
Passaporte
No momento em que vai conseguir finalmente colocar em funcionamento o ILS em seu aeroporto, Joinville precisa combater outro mal crônico que afeta o setor. Não apenas uma vez, mas pelo menos por outras duas oportunidades, companhias aéreas anunciam a liberação de uma rota regular Joinville-Rio e vice-versa. Elas, no entanto, nunca entram em operação. O motivo seria o uso da nova frequência para outros trechos pelas companhias aéreas. O esquema é simples: se consegue mais uma liberação usando Joinville como argumento e depois se transfere a nova frequência para outra rota com artimanhas de bastidores. Jornalistas e órgãos de comunicação que divulgaram as notícias deveriam cobrar dos setores competentes o que foi anunciado.
 

DIRETAS

– De 1% a 3% será o aumento nas vendas no comércio varejista de Joinville neste Dia das Mães. A previsão é o presidente da CDL, Carlos Grendene. Segundo ele, somente o setor de brinquedos não é beneficiado pela data, considerada quase tão forte para o comércio quanto o Natal.

– Será na próxima quinta, feriado de 1º de maio, mais uma tradicional festa do Dia do Trabalho da RIC. O evento, que será realizado na Expoville, espera reunir mais de 80 mil pessoas (público do ano passado). A festa terá uma série de atrações artísticas no palco, além de serviços gratuitos e atrações gastronômicas e de lazer.

– A RIC TV Record vai transmitir boa parte da programação. O Jornal do Meio Dia especial vai ao ar do das 12 às 14h30, ao vivo, com a participação de todos os apresentadores da casa. Imperdível.

– Imbróglio já teve início. Ou seria conversação? O fato é que o tradicional entrave envolvendo o reajuste salarial do servidor público municipal pode mesmo desencadear greve em Joinville. Como virou piada no ano passado, a paralisação pode ir mesmo parar no calendário de eventos da cidade – pelo menos na visão popular.

– A falta de médicos em alguns períodos das escalas dos três pronto-atendimentos de Joinville (Sul, Norte e Leste) levou a Secretaria da Saúde de Joinville a montar uma escala alternativa de atendimento, com prioridade para os casos de urgência e emergência.

– Nos dias 6, 7 e 8 de maio ocorrerá em Brasília a da 2ª Mobilização de Vereadores. Presidente estadual da Abracam (Associação Brasileira das Câmaras Municipais), Odir Nunes (SDD) está mobilizando vereadores do Estado para participarem.

– Enquanto isso, o básico do trabalho na Câmara não acontece, ou se acontece, ocorre em pequena escala, que é a apresentação de bons projetos de lei. Sem contar os infinitos erros regimentais e gastos desnecessários que norteiam a Casa Legislativa em Joinville.