Mulher morta a machadadas pelo ex-companheiro não estava grávida, conclui laudo

Lindamira Teixeira Bandeira, de 21 anos, morta a golpes de machado pelo ex- companheiro no último mês, não estava grávida. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) contraria a suspeita da investigação que dava conta que a vítima era gestante quando foi assassinada.

Conforme o delegado Vagner Papini, da DIC (Divisão de Investigação Criminal), a investigação ainda não teve acesso ao laudo.

Ainda segundo Papini, a informação tinha sido dada pelo ex-companheiro de Lindamira, de 35 anos, que se entregou à polícia e confessou o crime, no dia 2 de junho.

O delegado não informou mais detalhes, mas confirmou que o inquérito deve ser concluído nesta semana.

Jovem foi encontrada morta em casa – Chapeco.org/Reprodução

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Morta enquanto dormia

Segundo a investigação, o homem admitiu ter desferido três golpes de machado contra Lindamira enquanto ela dormia, na madrugada de 24 de junho, no Distrito de Marechal Bormann, em Chapecó.

Após prestar depoimento, o homem foi levado para o Presídio Regional de Chapecó.

A polícia pretende indiciá-lo por homicídio duplamente qualificado, por feminicídio (em razão da condição de sexo feminino em circunstância de violência doméstica) e por impossibilidade de defesa da vítima.

Entenda o caso

Crime ocorreu no distrito de Marechal Bormann, em Chapecó – Chapeco.org/Reprodução

Na manhã de 24 de junho, Lindamira Teixeira Bandeira foi encontrada morta pela mãe no quarto da casa onde morava com o ex-companheiro e o filho de 4 anos. A arma utilizada no crime foi deixada no quintal. Na noite do assassinato, a criança dormia na casa de uma tia.

Segundo a polícia, havia dois meses que o casal estava separado e fazia cerca de uma semana que não morava junto. Brigas recorrentes teriam motivado a separação.

Ainda conforme a polícia, Lindamira havia pedido para que o ex-companheiro saísse da casa. Ele chegou a ir morar com uma irmã. A família afirmou à polícia que o homem tem problemas com álcool e é agressivo.

“Ele falava que queria matar ela e o filho e que desconfiava de uma traição, mas que não parece ter fundamento”, avaliou o delegado Luiz Schaeffer, da Divisão de Investigação Criminal de Fronteira.

Apesar das ameaças, Lindamira não chegou a registrar boletim de ocorrência. A polícia acredita que ela tivesse medo de denunciar.

O mesmo homem já havia sido denunciado por estupro de vulnerável. A vítima seria uma menina de 13 anos.

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