Muro é construído ao redor do Case, em Joinville, mas falta a contratação de pessoal

Proteção é motivo de alívio para os moradores da região da Estrada do Dedo Grosso, no bairro Vila Nova

Carlos Junior/ND

Muro está na fase final de construção

Após um ano e sete meses da inauguração, o Case (Centro de Atendimento Socioeducativo) de Joinville foi cercado pelo muro de concreto que estava previsto no projeto da unidade. De acordo com o Dease (Departamento de Administração Socioeducativa), dentro de alguns dias a construção do muro de mais de sete metros estará concluída. A proteção é motivo de alívio para os moradores da região da Estrada do Dedo Grosso, no bairro Vila Nova, onde está localizado o Centro. Os vizinhos eram contra o funcionamento do Centro sem muro pelo risco de fugas.  

No projeto inicial da unidade para onde são mandados os menores infratores condenados o muro estava previsto, mas deixou de ser construído e uma decisão judicial permitiu que o Centro abrisse as portas com duas cercas de arame – uma com cinco e outra com três metros – dividindo a unidade da estrada rural que fica a aproximadamente seis quilômetros do asfalto.

O muro era uma das questões de infraestrutura pendente no Case, mas não a única. A unidade que deveria receber até 78 menores infratores ainda não está funcionando com toda a sua capacidade e tem, atualmente, 35 internos. Não há efetivo suficiente para receber novos menores condenados. De acordo com o Dease, o número de funcionários deveria ser o dobro.

Um concurso público é aguardado desde antes de a unidade ser inaugurada e ainda não tem data certa para acontecer. De acordo com o diretor do Dease, Sady Beck Júnior, é possível que a prova aconteça ainda esse ano, mas o planejamento esbarra na crise. “O concurso público vai acontecer, mas tudo depende de um orçamento e o grande problema é a contenção de gastos que está sendo feita”, disse Júnior.

Além disso, o Case, que já apresentava problemas de estrutura antes de ser inaugurada, precisa de obras. “O terreno em que a unidade foi construída é muito úmido, em consequência disso é necessária uma séria de intervenções. Não dá para dizer que é uma reforma, mas melhorias”, afirma o diretor. De acordo com ele, é necessário esperar o terreno parar de se movimentar para mexer na construção.

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