Na presença de Mourão, Fiesc pede apoio para solucionar problemas de infraestrutura em SC

Atualizado

A manhã desta sexta-feira (28) foi agitada em Florianópolis. Por volta das 11h, o vice-presidente Hamilton Mourão desembarcou na Capital para palestrar na Fiesc (Federação das Indústrias), durante a celebração dos 70 anos da entidade.

Aproveitando o evento, empresários pediram ao general apoio para solucionar os problemas de infraestrutura no Estado, que desanimam o setor. O foco principal é a conclusão das obras em rodovias federais que já duram mais de 10 anos.

Hamilton Mourão em palestra no auditório da Fiesc, em Florianópolis – Foto: Flávio Tin/ND

Antes da fala de Mourão, o presidente da Fiesc, Mário Aguiar, cobrou do governo federal a melhoria da infraestrutura. Ele pediu, principalmente, recursos para duplicação dos corredores rodoviários estratégicos.

“Temos a segunda melhor plataforma logística do país e podemos ter a melhor. Nosso desempenho econômico é superior à média nacional e temos recebido pouco investimento do governo federal”, disse.

As reforma de ampliação de capacidade das BRs 163, 280 e 470 caminham a passos lentos. Nos últimos 10 anos, segundo a entidade, foram entregues apenas 14,5 quilômetros, do total de 219 quilômetros, de obras de duplicação das rodovias federais estratégicas de Santa Catarina.

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Aguiar também cobrou a necessidade de conclusão dos investimentos em ferrovias. Ele destacou negativamente o atraso na elaboração dos projetos das ferrovias Leste-Oeste, com edital vencido desde 2016, e Litorânea, com prazo de edital vencido desde 2011.

“Precisamos criar um grande eixo de exportação”, disse o presidente da entidade, ao solicitar maior apoio do governo federal.

Eixo Natural

O presidente da Fiesc também pediu ao governo federal apoio para considerar a ligação entre o Oeste e o Litoral catarinense no plano de concessões do Executivo nacional.

Chamado de ‘eixo natural’, o plano é composto pelas BRs 163, 470 e 282 – esta última registrou 4,5 mortes nos últimos quatro anos.

A opinião da Fiesc contrapõe a proposta de concessão de trecho da BR-282, adicionado pelo segmento da BR-153 (SC/PR) e da BR-476 (PR). Para a entidade, o Porto de Paranaguá será o único beneficiado.

“Temos os portos mais eficientes do país e este é o corredor utilizado por nossa indústria”, disse Aguiar.

“Santa Catarina é destaque”

Apesar de receber reclamações sobre a infraestrutura do Estado, Mourão elogiou Santa Catarina.

Durante a apresentação do vice-presidente da República, que durou cerca de 1h, ele lembrou a importância dos catarinenses para o avanço da economia no país. “Santa Catarina é um destaque e um lugar especial”, disse.

Na sua fala, Mourão sintetizou os principais desafios para o Brasil crescer e classificou um cenário difícil para avançar no desenvolvimento.

“Os mares não estão tranquilos. É preciso ter clareza neste momento”, disse, ao dar um panorâmica sobre o cenário econômico do mundo.

Confiança na indústria de SC segue alta

A fala de Mourão está sintonizada com os índices da indústria catarinense. Divulgado na quinta-feira (27), o mais recente resultado do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial Catarinense) alcançou 67,7 pontos em fevereiro.

De acordo com a Fiesc, este foi o segundo melhor resultado para o mês dos últimos cinco anos, e está acima da média nacional. No mês passado, o resultado foi de 64,8 pontos, segundo os dados do observatório da entidade.

“Santa Catarina é um Estado produtor e exportador. Dependemos da melhora da economia brasileira para crescermos, mas estamos com bons índices no Estado. Temos que trabalhar para crescer mais”, disse Aguiar.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 pontos, mostram que os empresários estão otimistas.

Números de SC:

  • 66,3 bilhões – Tributos federais recolhidos em SC
  • 6,7 bilhões – Recursos públicos do orçamento geral da União aplicados em SC

Fonte: Receita Federal

Santa Catarina:

  • 2° estado com maior PIB do país
  • Estado com maior PIB industrial per capita
  • 50 mil estabelecimentos industriais
  • 761 empregos diretos
  • Menor taxa de desemprego (5,3%)
  • 27 cidades entre 100 brasileiras com maior IDH

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