“Nada será como antes, algumas áreas não irão retornar tão cedo”, afirma Moisés

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Em coletiva nesta quarta (8), o governador Carlos Moisés (PSL) afirmou que o período pós-pandemia será de mudanças, e que, com isso alguns setores “terão que se reinventar”. O governo estadual anunciou, até então, retomada da cadeia automotiva e do setor agrícola, além de profissionais liberais e autônomos. Não há, neste momento, previsão de flexibilização do isolamento. Contudo, o governo irá estudar flexibilizações que possam ser feitas depois do dia 22, seguindo orientação do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Carlos Moisés (esq.) e o secretário de estado da saúde Helton Zeferino (dir.) – Foto: Cristiano Estrela/ND

“A partir dessa pandemia muitas coisas, inclusive atividades profissionais… as pessoas vão ter que retomar em outras áreas, porque algumas áreas tão cedo não vão retornar. Vão ter que se reinventar. A sociedade agora tem que perceber qual é a demanda de produtos e serviços que se instala hoje em Santa Catarina para que a gente mude as coisas. Saia daquilo que fazia antes para fazer aquilo que o mercado está solicitando. As empresas estão se reinventando, mudando sua linha de produção”, observou o governador, já no final da conferência virtual.

Consultoria internacional faz suas apostas

Segundo relatório da Bain & Company, empresa de consultoria internacional, setores como EaD  (Educação à distância), entretenimento online, telemedicina e nutrição têm previsão otimista, com expectativa de grandes demanda a longo prazo. Alimentação, internet, telefonia e produtos de limpeza devem ter demanda estável a longo prazo. Contudo, eletrodomésticos, produtos de beleza e roupas devem ter recuperação moderada. Os setores que mais sofrerão são as academias, cinemas e teatros, hotéis, eventos, restaurantes e viagens.

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Durante a coletiva desta terça (8) o governador foi indagado sobre iniciativas que podem ajudar estes setores, mas não sinalizou nenhuma medida concreta. Para Moisés, ainda estão sendo estudadas mediadas, mas não há nenhuma previsão prioritariamente, em virtude da imprevisibilidade de quanto esses setores irão retomar.

O economista Lauro Mattei, professor da UFSC, afirma que “a economia já vinha capenga antes dessa crise sanitária, e é essa economia que é abatida pelo coronavírus. Os setor de serviços, que cresceu e tem segurado a economia, é o mais afetado nesse momento”, explica.

Embora o setor agrícola tenha sido mantido, em alguns locais há quedas bruscas nos números. O estado citado por governador na coletiva, São Paulo, teve queda de 75% nas vendas, o que pode ser explicado pelo fechamento de estabelecimentos que demandavam produtos da área. O arroba de carne segue estável no estado, os mercados tendem a vender cortes menos nobres.

Confira a coletiva:

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