Não moramos na Ilha da Fantasia

Operação Ave de Rapina sacudiu Florianópolis e fez a gente lembrar mais uma vez que nem tudo é magia na nossa cidade

Sabe aquela música do Raul, “Como vovó já dizia”, que até o nosso Dazaranha já regravou? Tem um verso que diz “é tanta coisa no menu que eu nem sei o que comer”. Lembrei disso depois da correria de ontem em Florianópolis com a operação Ave de Rapina agitando a cidade. 

O “menu” Florianópolis tem tanta coisa para a gente se ocupar, melhorar, degustar, curtir, aproveitar. As praias, as trilhas, a natureza, os lugares históricos, os sábados no Centro… Mas aí vem o bicho-homem-público para lembrar que não, não somos a Ilha da Fantasia, onde tudo é mágico e fantástico, que nem no antigo seriado de TV do sr. Roarke e seu fiel escudeiro Tatu, que realizavam os sonhos mais absurdos de seus visitantes.

Reprodução

Ricardo Montalbán, o Sr. Roarke, e Hervé Villechaize, o Tatu, astros da Ilha da Fantasia

A mão grande gosta de mexer no baleiro que não lhe pertence e assim segue o baile dos espertos. E a gente é que dança. O sonho de uma cidade livre dos espertalhões está longe de se tornar realidade. É nossa dose diária de utopia tomada de canudinho. 

Ainda assim, fica a torcida para que a operação Ave de Rapina mostre resultados práticos e que não tenha sido apenas uma quarta-feira do barulho em Florianópolis. Ou será preciso recorrer ao sr. Roarke para esse desejo virar realidade?

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