Neto faz serenata para avó, da calçada, por quarentena do coronavírus

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Neto faz serenata para a avó – Foto: Reprodução/Instagram

Como muitos netos, Luiz Andrade estava sentindo falta de visitar a avó e poder abraçá-la. Porém, em respeito às medidas de distanciamento social para o combate ao novo coronavírus, o jeito que ele encontrou para essa interação foi fazer uma serenata, na calçada da casa dela.

Luiz conta que o costume de tocar violão com a avó vem de antes da quarentena e que, inclusive, ela própria também gosta de cantar, mesmo já estando com a voz mais cansada.

O rapaz brinca que a avó canta melhor que ele e conta que a dona Carmen da Silva adora o cantor Nelson Gonçalves. Para Luiz, ela está se sentindo meio sozinha na quarentena, principalmente porque fazia pouco tempo que seu avô tinha falecido – antes da pandemia do coronavírus.

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Fala se não é o neto mais fofo do mundo? Fazendo serenata na casa da vó? Em plena quarentena? Porque tava morrendo de saudades? É, amigos… a sensibilidade do Luizinho é de se aplaudir… É também pra lembrar vocês o porquê de estarmos confinados. É pra fazer refletir quanta coisa bonita existe nessa vida, e que vai valer muito a pena poder voltar a viver tudo isso, todo dia, de novo, como sempre foi. Pense na sua família, nos amigos. Lembre-se do motivo de toda essa mobilização. É pra cuidar do que temos. É pra cuidar da gente. Cuidar um do outro. É pra você poder reencontrar quem você ama quando tudo isso acabar. É pro Luizinho poder dar um abraço apertado na vó dele quando tudo isso acabar. Fica em casa, vai. Por você. Por nós. #ficaemcasa

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Mas os dois ficaram bastante felizes com a serenata: “eu tenho certeza que deu uma animada nela”, diz o neto.

Luiz é integrante do Grupo Querosene, que toca samba em festas de formatura, aniversários e bares de São Paulo. Augusto Melcher, membro que está desde a formação em meados de 2016, explica que o grupo nasceu de uma reunião de estudantes de diferentes faculdades que tinham a mesma vontade de proporcionar a experiência de uma roda de samba.

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Luiz entrou em 2018, depois de conhecê-los numa festa universitária e de se destacar tocando cavaco em um bar perto da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). “Então eu toco violão, eu canto, eu brinco e é isso aí”, ele conta.

“Amo muito e estou com muita saudade de fazer show e de ver todo mundo”, confessa.

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