Nova York nunca mais será a mesma

Fiquei preocupado com a CBF, que não mais contaria com o exemplo de dirigente desse quilate e certo de que isso transformaria Trump num mártir – está virando moda -, e ele ganharia a eleição americana.

Assustei-me, confesso, achei que, desta vez derrubariam a Trump Tower, levando, de quebra, José Maria Marin, que mora lá, embora preso. Fiquei preocupado com a CBF, que não mais contaria com o exemplo de dirigente desse quilate e certo de que isso transformaria Trump num mártir – está virando moda -, e ele ganharia a eleição americana.  E o Matias, a Camila, o Romeo, que mal acabaram suas férias aqui e voltaram para casa, o que pode ser deles?  Felizmente, no dia seguinte, a Camila postou foto da neve lá e não falou de nada de errado acontecendo. Acalmei-me, afinal, até a neve ainda estava lá.

Com cuidado, descobri que a buzina ainda come solto, com o pessoal buzinando porque algo acontece ou por nada acontecer ou simplesmente porque a buzina funciona. Apesar do frio, as ruas de Manhattan continuam apinhadas de gente de todos os cantos do mundo, e até os vendedores de “pretzel” não arredaram o pé.

Na cidade, fizeram uma pesquisa de uma pergunta só: “Você conhece Wesley Safadão?  Resposta unânime, em mais de uma dezena de línguas: “Quem?”. Então foi exagerado mesmo o comentário da apresentadora da TV: “Nova York nunca mais será a mesma depois da visita de Wesley Safadão”.

Parou de rir? Pois ela disse isso mesmo. Então, foi ou não foi fundamentada minha preocupação? A propósito, eu também não conhecia esse famoso artista. Não, não sou marciano, não, pode mudar de assunto.

Aí, para não passar por ignorante, fui atrás de informações e descobri a profundidade e originalidade de suas letras. Tocantes, para dizer o mínimo. Vejam a poesia deste refrão (a pontuação é dele, só avisando):  “Tô namorando todo mundo/ 99% anjo, perfeito/ Mas aquele 1% é vagabundo/ Safado e elas gostam”. No quesito originalidade, é dez,  sem pensar: “O tempo conserta tudo/  Ninguém perde por esperar”.  Que tal este prefácio para um livro de autoajuda: “Porque não depende só de mim/ Para o nosso amor viver”. Perfeito, não?

E o cara fez shows em várias cidades americanas, sempre com casa cheia de brasileiros morando lá. Tudo bem, saudade explica muita coisa, mas precisa exagerar?

Alguém me enganou: não foi Nova York que não será mais a mesma, eu é que não serei mais o mesmo por ter perdido tempo numa pesquisa tão boboca. Culpa da TV.

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