Novo diretor da Deic vai priorizar combate à macrocriminalidade

Adriano Bini está preocupado com foragidos de outras partes do país que procuram o litoral catarinense na temporada

O delegado Adriano Krul Bini, de 39 anos, é novo titular da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais). Ele era adjunto do diretor Akira Sato e assumiu a especializada sem muito alarde no período de recesso. Akira retornou a Joinville para ocupar o cargo de delegado regional, em substituição ao colega Dirceu Silveira.

Daniel Queiroz/ND

De pulso firme, diretor da Deic passou por várias experiências em segurança pública

Bini comanda a Deic num período em que a especializada ganhou reforço de 13 policiais da extinta Cope (Coordenadoria de Operações Policiais Especiais), passando para 82 servidores entre agentes e delegados.  Ele não falou que vai criar mais divisões e sequer focar investigações de envergadura em determinado crime, mas afirmou que vai combater a macrocriminalidade.

“Temos sete divisões. A de crimes contra o patrimônio, por exemplo, é direcionada para investigar políticos e empresários. Temos ainda o laboratório de lavagem de dinheiro”, afirmou.

Homem de pulso firme, o diretor da Deic passou por várias experiências em segurança pública antes de assumir o comando de uma diretoria considerada o braço da Polícia Civil.

“Já fui guarda municipal, em Foz do Iguaçu e também integrei o Gaeco catarinense”, disse ele, em referência ao órgão composto por integrantes das forças estaduais e membros do Ministério Público que se destina a investigação e combate ao crime organizado.

Ele ressaltou que vai dar prioridade às investigações de vulto em parceria com policiais de outros estados e citou a prisão do traficante carioca Paulo César Souza dos Santos, 44, em Balneário Camboriú.  

Conhecido como Paulo Muleta ou PL, suspeito mais antigo da facção criminosa do Rio de Janeiro, o traficante foi capturado  quando veio passar as festas de fim de ano em um luxuoso apartamento em Balneário Camboriú. Ele foi descoberto pelo delegado da Deic, Raphael Werling, que já trabalhou como policial civil no Rio de Janeiro.

O diretor da Deic se reservou em revelar as investigações em curso, mas deixou escapar que está ocorrendo um sigiloso trabalho focado em facções criminosas.

“Nós não vamos dar siglas, mas sabemos que as facções criminosas não atuam somente no tráfico de armas e de drogas. Elas caminham no código penal todo: trabalham com roubos de carros, tráfico de armas, aluguéis de armas longas para ser usadas em assaltos e assim por diante”, afirmou.

Em meio à temporada de verão, Bini está de olho nos criminosos de outros estado que vêm ao litoral catarinense praticar crimes.

Ele contou que no mês passado foi tirada de circulação uma quadrilha que tinha comprado, com cartões clonados, mais de 100 ingressos para festas de luxo de fim de ano em Jurerê Internacional.

Dois casais foram capturados ao tentar retirar os convites com cartões e documentos falsos para revendê-los.

Para ajudá-lo no planejamento das grandes operações,  o delegado tem ao seu lado, o colega Anselmo Cruz, que vem desenvolvendo um excelente trabalho na divisão de roubo e antissequestro. 

Divisões da Deic

Laboratório de lavagem de dinheiro 
investiga lavagem de dinheiro.

Divisão de furtos e roubos de veículos.
investiga furto e roubo de veículo. 

Divisão de crimes contra o patrimônio público 
investiga políticos, empresários e servidores públicos envolvidos em crime contra o patrimônio público.

Divisão de roubos e antissequestro
investiga assalto e sequestro.

Divisão de defraudações
investiga golpe, estelionato.

Divisão especializada de combate ao narcotráfico
investiga tráfico de drogas. 

Divisão de repressão ao crime organizado
investiga crime organizado.

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