Novo programa de segurança é lançado em Florianópolis

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Um novo programa de segurança para a Capital catarinense foi apresentado na manhã desta segunda-feira (6), em Florianópolis. Durante o evento, que contou com a participação do prefeito Gean Loureiro e do secretário municipal de Segurança, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, foram entregues dez novas viaturas para a Guarda Municipal.

Prefeitura de Florianópolis lança novo plano de segurança e entrega viaturas – Divulgação/ND

Segundo o secretário de Segurança, várias ações serão implementadas este ano e testadas para avaliação de sua efetividade. O Plano de Segurança está alinhado aos planos estadual e federal e prevê pelo menos 147 ações, com foco na prevenção e repressão de crimes, delitos e atividades ilegais. “Possivelmente somos uma das primeiras capitais a ter o plano alinhado com o governo federal. Isso nos permitirá buscar recursos de Brasília para investir na nossa segurança”, explicou o secretário.

Reforço na Guarda e uso de totens

Entre as ações, estão a ampliação do efetivo da Guarda Municipal, com o chamamento de pelo menos 25 pessoas aprovadas no último concurso; e a instalação de 20 totens de videomonitoramento em 2019. “Estamos fazendo o levantamento de preços para lançar a licitação, e o processo deve ser concluído em dois meses. A instalação dos equipamentos pode levar em torno de 90 dias, então poderemos começar ainda este ano”, diz o secretário.

Os equipamentos devem ser dispostos em locais de grande circulação de pessoas, como o Ticen (Terminal de Integração do Centro) e em praças, tanto no Centro quanto em bairros, onde a presença da Guarda não é tão ostensiva. Os dados captados por esses totens são enviados para a Central de Monitoramento da Guarda Municipal, e podem ser compartilhados com a Polícia Militar. “Várias cidades já implementaram esse sistema e têm tido bons resultados”, afirma Alceu Pinto.

Totens já foram instalados em Balneário Camboriú – Celso Peixoto/Divulgação/ND

O plano de segurança prevê ainda o uso de drones, que podem sobrevoar locais com ocupações irregulares ou ermos, onde as câmeras comuns não são tão eficazes por conta de furtos e depredações, e monitorar atividades em praças.

No campo da educação, a prefeitura deve implantar catracas eletrônicas em escolas, com controle da entrada e saída de professores, funcionários e alunos através de cartões ou impressão digital. “Os pais vão receber uma mensagem pelo celular cada vez que seus filhos entram ou saem do estabelecimento”, aponta o secretário. Segundo ele, a secretaria de Educação fará o levantamento dos locais com prioridade para a instalação dos equipamentos a partir do segundo semestre deste ano, mas a ideia é estender para todos os estabelecimentos de ensino no futuro.

Reconhecimento facial e aplicativos

Outra aposta são os aplicativos de reconhecimento facial como tecnologia de apoio. “O videomonitoramento deverá incorporar tecnologia de reconhecimento facial e análise de comportamento dissonante, podendo detectar incêndios, acidentes ou pessoas portando armas. Ainda é um sistema caro, mas que pode ser incorporado às catracas, já que o banco de dados de uma escola é relativamente pequeno. Posteriormente, pode ser estendido aos totens”, diz o secretário.

O aplicativo para celular SOMOS – Rede Amiga LGBTQI+, que é privado, pode ser utilizado para a segurança, assistência e prevenção desse público específico. Através dele, é possível mapear locais amigáveis para essa comunidade, com possibilidade de acionar um “botão de pânico” que dispara avisos de emergência para contatos cadastrados.

Por fim, o uso de câmeras com tecnologia OCR (Optical Character Recognition), que permite a leitura de placas de veículos, deve atingir pontos estratégicos da cidade, como a saída das pontes, a SC-401 e o Sul da Ilha. Ela deve ajudar a identificar, com maior rapidez, a localização de veículos furtados ou roubados.

“Tudo isso será feito levando em conta a receptividade da população e a eficácia dos equipamentos. Utilizando o mapeamento de zonas de risco e de furtos, será possível avaliar a efetividade dos equipamentos na evolução da segurança”, diz o secretário.

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