O “senadinho” da Lanchonete 17

Tradição. Mazo firma o conceito de tradicional ponto de encontro do Itaum

Carlos Junior/ND

JEC de coração. Na parede do bar administrado por Avilmar da Costa, o Mazo, a coleção de pôsteres de todos os times do JEC, desde 1976

O pai se chama Eucelino, mas todos o conhecem como Alírio; o irmão é Ademir, mas só atende por Tata.Portanto, nada mais natural que pouca gente conheça Avilmar da Costa por outro nome que não seja Mazo. “Sinceramente, desconheço a origem desse apelido, que tenho desde criança”, diz ele, gestor da Lanchonete 17, tradicional ponto de encontro do Itaum e reduto de torcedores do JEC. É uma questão de família: “Nem eu sei por que meu pai me deu esse apelido”, já dizia Alírio quando saiu seu perfil, em abril de 2009.
Herança paterna também está na vocação para o negócio com lazer e gastronomia. Desde criança, Mazo conviveu com o ambiente de bar e churrascaria, ajudando o pai no Costelão do Itaum e no Barbante, no Glória – administrado pelo mano Tata. Nascido em 1958 na mesma casa onde mora até hoje, no Itaum, Mazo não se dedicou a vida toda à lanchonete. “Com 22 anos eu entrava na Embraco, e logo depois fui para o Bank of London (atual Lloyd Bank), sempre na área de processamento de dados.” Pelo banco, Mazo chegou a morar em Curitiba e Blumenau, até decidir se juntar ao pai e ao irmão na administração dos tradicionais estabelecimentos. Ainda passou um tempo trabalhando na Felej (Fundação de Esportes e Lazer de Joinville).
Os irmãos Mazo e Tata chegaram a ser sócios, administrando a churrascaria Costelão e o restaurante Barbante, à medida que o pai Alírio ia se afastando dos negócios. Mais tarde, Tata ficou com os negócios da família, quando, em 2009, Mazo comprou a Lanchonete 17. Sobre a origem do nome, pouco sabe: “Sei que a lanchonete foi fundada em 1977, e pela administração passou a dupla Lalinho e Luisinho, depois Loli Siedschlag, Gilmar Maoski… Agora estou aqui, sempre tentando manter a tradição de um local agradável, onde todo mundo se conhece e o JEC é o tema principal dos debates.”

Com a palavra
“Frequento a Lanchonete 17 há uns 15 anos, mas o Mazo é um bom amigo há muito mais tempo. Aqui a gente se sente à vontade, o ambiente ajuda e todos se respeitam.”
Adilson Pereira dos Anjos, cartorário e freguês

“…Agora estou aqui, sempre tentando manter a tradição de um local agradável, onde todo mundo se conhece e o JEC é o tema principal dos debates.”

Todos os times do JEC
Já que o tricolor domina as conversas, Mazo resolveu decorar a lanchonete adequadamente: pelas paredes se espalham pôsteres de todos os times do JEC, desde 1976. “Essa coleção pertence a outro jequeano de coração, Edson Schinkel. Aqui os pôsteres têm mais visibilidade”, esclarece. De todos aqueles esquadrões, Mazo elege o time de 1981 como o melhor da história. Para avivar a memória do torcedor: no último jogo, contra o Carlos Renaux, em Brusque, o JEC ganhou de 2 a 0 e faturou o tetracampeonato. A escalação: Borrachinha, Galvão, Adilço, Adilson, Ladinho, Jorge Luiz, Nardela, Barbiéri, Paulinho Carioca, Zé Carlos Paulista e Valdo.
Caxiense como o pai (só Tata é América), Mazo é sócio do JEC e torcedor de arquibancada – isso quando não está na lanchonete, que abre todos os dias, das 8h30 até o último freguês. “O pessoal sabe que lá pela meia-noite é hora de fechar, então não é necessário colocar ninguém com cadeira e tudo em cima da mesa”, brinca.

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