Óleo no Nordeste: manchas não são compatíveis com barris da Shell

A Marinha informou neste sábado (12) que as manchas de óleo nas praias do Nordeste não são dos barris da Shell. Conforme foi divulgado neste sábado, o Ibama pretende cobrar explicações sobre o aparecimento de barris no litoral do Nordeste. O órgão quer também cópia do laudo técnico da Universidade Federal de Sergipe (UFS) sobre o material que foi encontrado nos barris que chegaram ao litoral do Estado.

A apuração está relacionada às manchas que se espalham pelo mar na Região Nordeste. O presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, a análise parte de um pedido do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Poluente já foi identificado em mais de 130 pontos no litoral dos oito estados – Foto: Marcos Rodrigues/Adema/Governo de Sergipe/ND

“Vamos cobrar explicações da Shell e cópia do laudo da Universidade, no mínimo”, disse Bim.

Venezuela

No entanto, nesta semana, investigações da Marinha e da Petrobras encontraram petróleo com a mesma “assinatura” do óleo da Venezuela nas manchas do litoral. Além disso, essa informação havia sido comunicada ao Ibama. Conforme a investigação, o poluente já foi identificado em mais de 138 pontos no litoral dos nove Estados da região.

A Petrobras afirmou que a análise realizada pela empresa em amostras de petróleo cru encontrado em praias do Nordeste “atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrado não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela Shell”.

Por meio de nota, a empresa afastou relação entre os barris e as manchas de óleo. “A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira”, diz o texto. “São tambores de óleo lubrificante para embarcações, produzido fora do país. O Ibama está ciente do caso.”

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