OMS alerta que Europa pode ter novas ondas da Covid-19

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Os sistemas de saúde na Europa, continente que concentra 60% dos novos casos da Covid-19, não devem baixar a guarda e precisam se preparar para possíveis segundo ou terceiros picos da pandemia provocada pelo novo coronavírus, advertiu nesta quinta-feira (26), o diretor regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a Europa, Hans Kluge.

Sistemas de saúde europeus podem enfrentar outros picos da doença nas próximas semanas – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Devemos estar cientes de que estamos diante de uma nova realidade: não se trata de uma corrida de velocidade, mas de uma maratona, e uma vez que as medidas restritivas sejam levantadas, pode haver um segundo ou terceiro pico de casos”, disse Kluge, por teleconferência direto de Copenhague, capital da Dinamarca.

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“Se você prestar atenção à União Europeia e o vírus, por exemplo, se espalhar para o leste do continente, ele poderá retornar, este é um teste à nossa resistência e temos que ser solidários uns com os outros”, insistiu.

Mortes por Covid-19 triplicaram

O médico belga destacou então que em uma semana as infecções e mortes associadas ao novo coronavírus triplicaram na Europa, e quatro dos cinco países que mostram o maior avanço da pandemia são do Velho Continente (Espanha, Itália, França e Suíça).

“Há alguns sinais de esperança, como o fato de a Itália ter mostrado uma taxa de infecção ligeiramente menor nos últimos dias, mas é muito cedo para concluir que o país atingiu o pico de infecções”, disse ele.

Kluge garantiu que a atual crise sanitária deve servir para aprender lições e, a partir de agora, colocar a saúde “no topo da agenda política”, sem cometer o erro de virar rapidamente a página quando o pior tiver passado.

Ásia estava melhor preparada para pandemia

O diretor da OMS observou que a Ásia se mostrou “melhor preparada” nesta pandemia, graças em parte à experiência de ter sofrido grandes crises de saúde nos últimos anos, como as causadas por outros coronavírus, como Sars e Mers.

“Suas sociedades estão melhor preparadas para medidas drásticas”, reconheceu, insistindo que, ao aplicá-las, é preciso buscar um equilíbrio entre saúde, impacto socioeconômico e direitos humanos.

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