Operação Alcatraz: mais três pessoas são indiciadas pela PF

Atualizado

A PF (Polícia Federal) encaminhou nessa quarta-feira (14) mais um relatório relativo ao inquérito policial da Operação Alcatraz à 1ª Vara da Justiça Federal de Florianópolis. O relatório aponta indícios de conduta criminosa com relação a três investigados, sendo que um deles já cumpre prisão preventiva entre as oito pessoas que continuam presas pela operação.

Três investigados pela PF foram apontados com indícios de conduta criminosa – Divulgação/ND

A Operação Alcatraz foi deflagrada em 30 de maio deste ano com o objetivo de combater fraudes a licitações e desvios de recursos públicos ligados a contratos de prestação de serviços de mão de obra terceirizada e do ramo de tecnologia firmados com órgãos do executivo estadual, em Santa Catarina.

Naquela data foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo sete preventivas e quatro temporárias, e 41 mandados de busca e apreensão, em órgãos públicos, empresas e residências, localizados nos municípios catarinenses de Florianópolis, São José, Antônio Carlos e Ituporanga, bem como na cidade paulista de Vinhedo.

O novo relatório apresentado aponta um conluio empresarial, sem a participação de agentes públicos, para fraudar dois lotes de um processo licitatório realizado pela Justiça Federal, Seção Judiciária do Paraná, no ano de 2017, cujo objeto era aquisição de unidades de armazenamento de dados (storages).

Leia também:

A investigação mostrou, ainda, que a ata de registro de preço fraudada por ajustes de lances entre empresários (um deles inclusive preso preventivamente) serviu de referência para aquisição direta de equipamentos por parte de diversos órgãos públicos, entre eles, a Justiça Federal do Paraná e Santa Catarina, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), o Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (SE), o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceara, além da ELETROSUL Centrais Elétricas S.A.

Agora, em posse do novo relatório, o MPF (Ministério Público Federal) poderá oferecer denúncia, requerer a volta dos autos à PF para outras diligências ou, ainda, pedir o arquivamento do inquérito.

A PF ainda pediu a extensão do prazo para a conclusão das investigações em relação a outros fatos em apuração.

Mais conteúdo sobre

Polícia