Operação da PF contra pagamento de propina tem braço em Santa Catarina

Atualizado

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (10) 15 mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Porteira Aberta. A ação, coordenada por agentes do Mato Grosso, investiga um suposto pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária por parte de uma empresa de abate de gado.  

Além de Santa Catarina, a operação ocorre em outros cinco estados. O Ministério Público Federal também acompanha a ação. 

Operação da PF contra pagamento de propina em empresa de abate mira em SC – Foto: Arquivo/Anderson Coelho/ND

Segundo a PF, o pagamento de propina ocorria em unidades da empresa em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Agentes também fazem buscas em Pernambuco e Paraná. No Estado, as buscas ocorreram na residência de um funcionário público em Pinhalzinho, no Oeste.  

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Despesas de consultoria

Os valores destinados ao pagamento de propinas eram registrados na contabilidade das unidades da empresa como despesas de consultoria e marketing ou serviço de inspeção federal.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase. Os valores passam de R$ 1 milhão.  

Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos. As propinas variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais, que perduraram até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca.

As investigações mostram que entre os anos de 2010 a 2014 os lançamentos contábeis destinados a encobrir as propinas se valeram de documentos falsos, já que o CPF destinatário das despesas, que teria supostamente prestado os serviços de marketing, pertencia a pessoa falecida em 2009, momento anterior aos lançamentos.

Servidores do Ministério da Agricultura

Nesta manhã, a Polícia Federal afirmou que os alvos da operação são fiscais federais agropecuários e médicos veterinários conveniados ao (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.

Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa.

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