Operação Oxigênio: representante da Veigamed é preso neste domingo em Sorocaba

A Operação Oxigênio, que investiga a polêmica compra dos respiradores pelo governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões, iniciou a segunda fase no sábado (6), com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre os quatro presos no sábado estão o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, e o advogado Leandro Barros.

Menos de 24 horas depois, a força-tarefa cumpriu o quinto mandado de prisão, neste domingo (7). Os trabalhos são realizados pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Fábio Deambrósio Guasti foi preso na manhã deste domingo (7), em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele é apontado como o responsável por atuar em nome da Veigamed nas tratativas de contratação para a compra. Segundo a investigação do MP, o e-mail dele estava entre os destinatários das comunicações enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde sobre o atraso na entrega dos respiradores.

Força-tarefa deu detalhes sobre segunda etapa da Operação Oxigênio no sábado (6) – Foto: Divulgação/Polícia Civil

A defesa de Guasti afirmou, na manhã deste domingo, por meio de nota, que espera que, em breve, o sigilo das investigações seja retirado “sob pena de cerceamento de defesa e da tomada das providências judiciais cabíveis”. Além disso, ressalta que, sem acesso à investigação, não pode se pronunciar sobre o caso.

Com a prisão de Guasti, resta apenas um mandado de prisão para ser cumprido pela segunda fase da Operação Oxigênio.

“O crime mais perverso da história recente catarinense”

Em entrevista, a força-tarefa chamou o esquema de “o crime mais perverso cometido na história recente catarinense”.

“Os representados agiram dissimuladamente para auferir ganho milionário aproveitando-se da situação de calamidade pública vivenciada pela contaminação humana pelo novo coronavírus, em detrimento da vida da população”, ressaltou a força-tarefa.

De acordo com as investigações, cada um dos presos exercia uma função distinta no esquema que desviou R$ 33 milhões. As ações incluíram pressionar agentes públicos para a liberação antecipada do dinheiro, mesmo sabendo que não havia respiradores para serem entregue, segundo o inquérito.

O dinheiro, no entanto, ainda não foi rastreado pelos investigadores. Até o momento, cerca de R$ 12 milhões foram bloqueados, o que representa 1/3 do valor total pago pelo Estado. A investigação aponta que R$ 22 milhões foram diluídos em diversas contas ainda no mês de abril.

Além dos seis mandados de prisão expedidos pela Justiça, a operação ainda cumpriu 14 de busca e apreensão. As ações foram executadas nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

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