Organização da manifestação contra o governo Dilma em Joinville espera 15 mil participantes

A concentração ocorre na praça da Bandeira, ao lado do Terminal Central, a partir das 16h

Fabrício Porto/Arquivo/ND

Praça da Bandeira concentrará manifestantes que pedirão o impeachment da presidente Dilma Rousseff na maior cidade de Santa Catarina

Manifestantes voltam às ruas neste domingo para protestar contra a corrupção e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A condução coercitiva para depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Operação Lava Jato, e o pedido de prisão pelo Ministério Público de São Paulo devem aumentar a participação na passeata. Diferentemente dos outros atos, entidades da sociedade organizada e partidos políticos decidiram apoiar as caminhadas.

Em Joinville, a organização espera 15 mil pessoas. A concentração ocorre na praça da Bandeira, ao lado do Terminal Central, a partir das 16h. Os manifestantes percorrerão as ruas do Centro, com saída pela rua Dona Francisca até a rua Tijucas, contornando o Museu do Sambaqui e retornando pela avenida Beira-Rio. De acordo com o Movimento Brasil Livre, que organiza o ato, mais de 30 cidades catarinenses devem realizar protestos semelhantes ao da maior cidade do Estado.

Entre os motivos, os apoiadores listam as crescentes revelações de casos de corrupção e as crises política e financeira. O coordenador do MBL-SC, Alexandre Paiva, vai além, acrescentando à lista o “estelionato eleitoral”, com mentiras pregadas por Dilma durante o pleito de 2014. “Os brasileiros não aguentam mais a corrupção e tem motivos redobrados para sair às ruas”, disse Paiva.

Além de entidades estaduais, em Joinville, a Acij (Associações Empresarial de Joinville) e Ajorpeme (Associação de Joinville e Região de Pequenas, Micro e Médias Empresas) declararam apoio ao movimento.

Partidos também aderiram oficialmente ao protesto. Principal sigla da oposição nacional, o PSDB avalia que não há “como suportar a situação que o país vive”. “Os brasileiros precisam saber a verdade, doa a quem doar. Chega de mentira”, defendeu o presidente do PSDB-SC, deputado estadual, Marcos Vieira.

Sigla de Dilma e Lula, o PT afirma “respeitar as manifestações”, mas diz não concordar com os argumentos. “É preciso respeitar as eleições”, defendeu o presidente do PT-SC, Claudio Vignatti, diretor Financeiro da Eletrosul.

Efetivo policial reforçado

Cerca de 100 policiais militares devem participar da operação especial para acompanhar as mobilizações pelas ruas de Joinville neste domingo. O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Jofrey Santos da Silva, explica que os militares acompanharão os manifestantes durante todo o trajeto. “Vamos trabalhar com cerca de 100 homens e teremos também uma reserva tática com o patrulhamento tático e a cavalaria. Mas acreditamos que será uma manifestação pacífica”, destacou.

O comando estadual da PM listou 14 determinações aos manifestantes, defendendo ações pacíficas. “Toda manifestação defende uma causa ou uma ideologia pela qual busca efetivação. Ser favorável ou contrário à mesma não garante a ninguém o direito de cometer atos ilícitos ou violentos”, apontou. Ao recomendar atenção à ação de possíveis criminosos alheios ao protesto e defender que manifestantes não se influenciem pela conduta de vândalos, a PM recomenda a denúncia ao 190 em caso de qualquer problema.

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