Os meandros da BUROCRACIA

Sindicato rural. Osni Benkendorf, tesoureiro da entidade, ajuda os agricultores nas questões referentes ao Incra, aposentadoria e IR

Fabrício Porto/ND

Em Pirabeiraba. Osni da expediente na subsede da entidade às segundas, quartas e sextas-feiras

Nascido há 67 anos na comunidade de Estrada da Ilha, no distrito de Pirabeiraba, onde mora até hoje, Osni Benkendorf é imediatamente reconhecido em qualquer fundão do meio rural de Joinville tamanha é sua popularidade entre as famílias de agricultores. Atual diretor tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Joinville, Osni começou cedo sua trajetória de cidadão envolvido com causas comunitárias.
Por já ser capaz de traduzir textos do alemão para o português, aos 16 anos foi convidado para participar da diretoria da comunidade luterana de Estrada da Ilha. Ao lembrar-se das reuniões com pares bem mais velhos, Osni assinala que se sentia como um frangote entre galos bem criados. “Mas me sentia muito bem, pois todos me ouviam e respeitavam”, destaca.
Filho de Paulo Benkendorf, alfaiate que fez história na comunidade de Estrada da Ilha, Osni aprendeu a arte de costurar roupas com o pai. Foi nesse tempo de aprendizado do ofício que ele fez o antigo ginásio, que começou a cursar no Bom Jesus e concluiu no Elias Moreira. Corria o ano de 1969 quando no mês de julho foi contratado para trabalhar no escritório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Joinville. O trato era de ficar no serviço por quatro meses, para em seguida voltar à alfaiataria a fim de ajudar o pai a deixar prontas roupas encomendadas para as festas natalinas.
Osni gostou tanto as atividades burocráticas no sindicato que acabou não voltando à alfaiataria. E, assim, os quatro meses previstos acabaram virando quatro anos.  Em seguida trabalhou em instituições financeiras, atuando nas áreas de seguros e captação de capitais. Depois da experiência no setor bancário, Osni virou produtor rural, mas por pouco tempo, pois foi praticamente intimado a retornar ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, onde ao lado de outras lideranças, como Nelson Holz, ajudou a transformá-lo em um dos mais bem estruturados de Santa Catarina. “Hoje temos a sede central na avenida Juscelino Kubitschek  e sub-sedes em Pirabeiraba e Vila Nova. Com essa boa estrutura, o sindicato facilita o acesso e o atendimento aos seus associados”, enfatiza.
Com uma respeitável bagagem de quatro décadas de experiência, Osni é procurado por trabalhadores rurais para destrinchar questões referentes ao Incra, aposentadoria e preparo de declarações de imposto de renda. Para dar conta de tanto serviço Osni é obrigado a se desdobrar. Por conta disso, às segundas, quartas e sextas-feiras ele dá experiente na subsede em Pirabeiraba. Nas terças e quintas-feiras ele é encontrado na sede da JK ou na subsede do bairro Vila Nova.
Casado com a professora aposentada Relinde Benica, Osni é pai de quatro filhos e avô do pequeno Vinicius. “O pimpolho representa a sexta geração joinvilense da minha família”, comenta. Uma de suas preocupações é preservar a árvore genealógica dos Benkendorf.

Boas lembranças do futebol amador
Se um dia revolver escrever suas memórias, Osni por certo reservará um capitulo para o seu envolvimento com o futebol amador em Joinville. Além de ter sido diretor de clubes da comunidade de Estrada da Ilha, participou também da criação do TIR (Torneio da Integração Rural). Em parceria com Durival Lopes Pereira (mentor do projeto) e de Mário Sierth, Osni contribuiu para a consolidação torneio. “Foi um tempo muito bom, cada comunidade tinha seu time, formado por agricultores, e por isso sobrava animação no meio rural. Apesar de desativado há muitos anos, o TIR continua na fazendo parte das boas lembrança de todos os desportistas da velha guarda”, assinala o homem que um dia largou a máquina de costurar roupas para virar referência em causas comunitárias. (Herculano Vicenzi,

especial para o Notícias do Dia)

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