Padre e diocese terão de indenizar vítima de abuso sexual em R$ 100 mil

Atualizado

Um padre e a diocese de uma cidade do Sul de Santa Catarina foram condenados a pagar uma indenização de mais de R$ 100 mil para a família de uma criança de nove anos que foi abusada sexualmente pelo padre. A indenização é por danos materiais e morais.

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O abuso aconteceu durante confissão religiosa preparatória para a primeira comunhão. Saul Stein, relator da matéria, afirmou em seu voto pela condenação que “a violação à dignidade sexual de uma criança é, da mesma forma, um evento extremamente traumático, que não se concentra unicamente na figura da vítima, pois que, inevitavelmente, repercutirá sobre a maneira como ela se relaciona com as demais pessoas”.

Desta forma, a indenização no valor de R$ 50 mil concedida anteriormente a criança, foi concedida também aos pais da vítima. Ainda soma-se ao valor R$ 1,5 mil de danos materiais, totalizando R$ 101, 5 mil que serão acrescidos de juros e correção monetária.

A obrigação de indenizar a família recaiu, de forma solidária, entre a figura do padre e a diocese com quem possuía vínculo religioso. O padre já havia sido condenado na esfera penal pelo crime de estupro de vulnerável à pena de 26 anos e dois meses de prisão.

Além do episódio na sacristia da igreja, os autos dão conta que, dois anos mais tarde, com a desculpa de que lhe daria uma benção, o padre voltou a ficar sozinho com a vítima e retornou a cometer os mesmos atos.

A decisão do TJ pela indenização foi unânime e o processo correu em segredo de justiça.

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