Pai morre ao tentar salvar filhos de afogamento em Bombinhas

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Uma tragédia colocou fim em uma história de amor entre pai e filho de Tijucas. No sábado pela manhã, Carlos José Hermans, 52 anos, levou a família para a praia de Bombas, em Bombinhas. Poucos minutos antes das 8h, ele percebeu que os filhos haviam caído em um buraco e estavam sendo arrastados. 

Segundo testemunhas, ele conseguiu retirar eles com ajuda de guarda-vidas que chegavam para trabalhar. Carlos foi retirado do mar com afogamento grau seis, em estado grave. A equipe médica do helicóptero Arcanjo chegou a assumir o atendimento para manobras de reanimação, mas Carlos não resistiu e morreu antes de ser transferido para o hospital. Ele foi enterrado neste domingo (13) no cemitério de Tijucas.
Carlos frequentemente era visto pro Tijucas acompanhando o filho Bruno, 15 anos. O menino foi detectado com autismo aos quatro anos. Desde então, o pai dedicava grande parte do tempo para auxiliar a criança. Há alguns anos ele, inclusive, desenvolveu um projeto de equoterapia para auxiliar outras famílias com filhos com autismo. 

Em dezembro, ele divulgou uma mensagem planejando ações para 2019. Entre os desejos, estava divulgar os benefícios do tratamento com animais e construir uma sociedade com menos preconceito. “As próprias famílias por não saberem como lidar com as crianças e jovens adultos acabam os protegendo dentro de suas casas privando-os do convívio social”, escreveu Carlão, como era conhecido.

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Pai morre ao tentar salvar filhos de afogamento em Bombinhas

Uma tragédia colocou fim em uma história de amor entre pai e filho de Tijucas. No sábado pela manhã, Carlos José Hermans, 52 anos, levou a família para a praia de Bombas, em Bombinhas. Poucos minutos antes das 8h, ele percebeu que os filhos haviam caído em um buraco e estavam sendo arrastados.

Segundo testemunhas, ele conseguiu retirar eles com ajuda de guarda-vidas que chegavam para trabalhar. Carlos foi retirado do mar com afogamento grau seis, em estado grave. A equipe médica do helicóptero Arcanjo chegou a assumir o atendimento para manobras de reanimação, mas Carlos não resistiu e morreu antes de ser transferido para o hospital. Ele foi enterrado neste domingo (13) no cemitério de Tijucas.
Carlos frequentemente era visto pro Tijucas acompanhando o filho Bruno, 15 anos. O menino foi detectado com autismo aos quatro anos. Desde então, o pai dedicava grande parte do tempo para auxiliar a criança. Há alguns anos ele, inclusive, desenvolveu um projeto de equoterapia para auxiliar outras famílias com filhos com autismo.

Em dezembro, ele divulgou uma mensagem planejando ações para 2019. Entre os desejos, estava divulgar os benefícios do tratamento com animais e construir uma sociedade com menos preconceito. “As próprias famílias por não saberem como lidar com as crianças e jovens adultos acabam os protegendo dentro de suas casas privando-os do convívio social”, escreveu Carlão, como era conhecido.

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