Palhoça vai ter serviço de bicicletas compartilhadas

Prefeito Camilo Martins assinou decreto que regulamenta o uso das bikes e patinetes elétricos nesta semana

Bicicletas estarão disponíveis para a população até o dia 15 de dezembro no Centro e nos bairros Pagani, Ponte do Imaruim, Pedra Branca e Madri – PMP/Divulgação/NDBicicletas estarão disponíveis para a população até o dia 15 de dezembro no Centro e nos bairros Pagani, Ponte do Imaruim, Pedra Branca e Madri – PMP/Divulgação/ND

O aumento da população em todo o mundo e o ritmo frenético da vida contemporânea colocam a mobilidade urbana em destaque não apenas nos grandes centros, mas na maioria das cidades do país, que buscam soluções alternativas para reduzir a quantidade de veículos nas ruas e que atendam à necessidade de locomoção, humanização e urbanização dos espaços públicos. Palhoça segue a tendência mundial e passará a oferecer, a partir de dezembro, o serviço de bicicletas compartilhadas.

Inicialmente, as bikes estarão disponíveis para a população até o dia 15 de dezembro deste ano. De acordo com o prefeito de Palhoça, Camilo Martins, o decreto 2.522, que regulamenta o serviço,foi assinado nesta semana e os equipamentos serão oferecidos no Centro e nos bairros Pagani, Ponte do Imaruim, Pedra Branca e Madri.

No momento da assinatura do decreto, uma empresa manifestou interesse em se cadastrar. O diretor de operações da Grow, Gustavo Abdala, disse que após a prefeitura autorizar a operação, em uma semana a empresa consegue iniciar a prestação do serviço.

Essas localidades terão pontos para estacionar e deixar as bicicletas, que também serão recolhidas pela empresa prestadora do serviço.“A prefeitura vai fiscalizar as operações para garantir que tudo seja realizado da melhor forma e prejuízos para a população nas ruas. Com essa ação, oferecemos mais um modal para a comunidade sem custos para a cidade. Além de beneficiar a mobilidade, uma das bandeiras da nossa gestão, investimos na qualidade de vida e saúde dos moradores de Palhoça”, afirma o prefeito.

Decreto assinado pelo prefeito Camilo Martins regulamenta serviços de patinetes elétricos e bicicletas compartilhados no município – PMP/Divulgação/NDDecreto assinado pelo prefeito Camilo Martins regulamenta serviços de patinetes elétricos e bicicletas compartilhados no município – PMP/Divulgação/ND

Patinetes nas praias

A prefeitura de Palhoça também já começou estudos nesta semana, por meio da parceria com a iniciativa privada, para oferecer também o serviço de patinetes compartilhados. “Devemos ter uma resposta até semana que vem sobre essa possibilidade. A intenção é levar esses equipamentos para as nossas praias, para a população local e os turistas poderem usufruir de mais essa opção de passeio nos balneários”, explica Camilo Martins.

O sistema compartilhado de micromobilidadeem Palhoça deve observar algumas diretrizes, como a integração com as demais redes de transporte, em especial o sistema coletivo de passageiros, e com ciclovias. É considerado equipamento autopropelido individual, “aquele movido à tração humana ou elétrico, voltado ao transporte individual, incluindo bicicletas e patinetes, elétricos ou não, com dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas, não equiparável a motocicleta, ciclomotor ou motoneta”.

Tanto as bicicletas, quanto os patinetes, devem seguir o mesmo modelo adotado já na Capital e em São José, de acordo com o prefeito de Palhoça, Camilo Martins.

Micromobilidade é alternativa

José Leles de Souza, doutor em Engenharia de Transportes, destaca aimportância dos meios alternativos de transportes, como a bicicleta e o patinete, por exemplo, para a melhoria da mobilidade para a população e também os seus efeitos positivos para o meio ambiente. “Contudo, é necessário cuidar dos aspectos de segurança do usuário. A bicicleta é um veículo para o Código de Trânsito Brasileiro, portanto já tem regulamentações específicas. O patinete ainda está pouco estruturado em termos de norma e forma de circulação. Devem os municípios discutirem os locais, as vias, e formas para a circulação destes equipamentos com vistas a segurança do usuário”, afirma o especialista.s

A busca por outros modais de transporte tem crescido em todo o mundo. Estudo divulgado neste ano pelo Federal HighwayAdministration (órgão americano que atua em papel semelhante ao Dnit[Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ]), apontou que 46,3% dos potenciais motoristas da idade entre 16 e 19 anos tinham carteira de motorista em 2008, percentual bem menor  em 1998, quando este número era de 64,4%.

No Brasil levantamento da Box 1824, uma empresa de consultoria especializada em comportamento, mostra que comprar um carro é prioridade para somente 3% dos jovens de 18 a 24 anos. Neste cenário, alternativas de micromobilidade como os patinetes e as bicicletas têm sido a soluções para os usuários que não desejam adquirir um carro e contribuem para a redução do tráfego diário nos municípios.

05 Comentários

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  • Peterson Florindo
    Peterson Florindo
    Só não sei ONDE eles vão poder trafegar. As calçadas normalmente são estreitas (1 metro ou menos de largura). Ciclofaixas quase não existem, e as poucas que temos estão cheias de areia e pedra, bocas de lobo ou carros estacionados.
  • Gabrielly
    Gabrielly
    Que notícia maravilhosa! - CARROS + BIKES!
  • Gabrielly
    Gabrielly
    Que notícia maravilhosa! - CARROS + BIKES!

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