PAPO-CABEÇA com Aguinel José Bastian Júnior

Presidente da ACM (Associação Catarinense de Medicina), entidade que completa 75 anos dia 28, fala sobre a luta pela qualidade na saúde

Divulgação

Aguinel José Bastian

Aguinel é um apaixonado por Florianópolis

A Associação Catarinense de Medicina comemora 75 anos de fundação no próximo sábado (28). A entidade é presidida pelo médico urologista Aguinel José Bastian Júnior, que também coordena o Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina. Defensor da qualidade profissional no atendimento de saúde à população, Aguinel, como outros dirigentes das entidades, está engajado na luta por mais recursos para a rede pública, movimento nacional que conta com a participação da ACM. Apaixonado por Florianópolis, dedica-se, nas horas de folga, a fotografar a cidade, que considera “fonte inesgotável de inspiração”.

Qual a importância da ACM para o desenvolvimento da medicina em Santa Catarina?

Aguinel José Bastian Júnior – A ACM é a mais antiga entidade estadual dos médicos e é aliada do desenvolvimento da medicina em Santa Catarina. Na sua trajetória histórica, a entidade foi solo da criação da primeira faculdade de Medicina no Estado e participou da fundação das demais representações médicas. Por atuar pelo aprimoramento científico, a defesa profissional e a união da categoria, a ACM é hoje chamada de a Casa do Médico e é a porta-voz dos profissionais do setor nos movimentos que buscam vencer os desafios da profissão e da saúde. 

E quais as principais lutas da categoria, uma vez que você também coordena o Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina?

Aguinel José Bastian Júnior – Entre as lutas atuais da ACM e do Cosemesc destacam-se a defesa da qualidade da assistência da população, a busca por escolas médicas com a capacitação necessária na formação de profissionais, ações que garantam a justa remuneração e as condições adequadas ao trabalho dos médicos. Na luta por mais verbas para a saúde, a ACM atua junto ao movimento nacional “Mais Recursos para Saúde”, que visa encaminhar projeto de lei que garanta investimento de 10% da receita corrente da União na rede pública.   

Qual o principal problema da saúde no nosso Estado?

Aguinel José Bastian Júnior – Apesar de SC ter uma condição melhor de saúde do que muitos outros Estados do Brasil, alguns problemas têm dificultado o acesso da população. Hoje, talvez o mais grave seja a carência de profissionais nos hospitais. Alguns esperam com a máxima urgência a contratação prometida de pessoas já aprovadas em concurso. Essa situação traz prejuízos para quem atende e para quem precisa ser atendido. As emergências e os ambulatórios lotam, cirurgias deixam de ser feitas e vidas passam a correr riscos.

O que Florianópolis, onde está a sede da ACM, tem de melhor, na sua opinião?

Aguinel José Bastian Júnior – Florianópolis é uma cidade maravilhosa para se viver e trabalhar. Além disso é cenário ideal para muitas formas de lazer, enorme valor agregado à cultura local. É grande anfitriã para os que, como eu, não tiveram o privilégio de nascer aqui, mas a escolheram como morada. Gosto muito de fotografia, especialmente de paisagens, e nossa cidade é fonte inesgotável de inspiração. Como minha atividade física é pedalar, às vezes junto essas duas paixões e saio a descobrir e registrar os seus cantos e encantos.

E, como cidadão, quais os problemas que você identifica como mais destacados e que precisam ser debatidos e solucionados?

Aguinel José Bastian Júnior – A capital catarinense vive hoje um grande problema de mobilidade urbana, com preocupante possibilidade de piora, o que certamente reflete na qualidade de vida das pessoas. Essa é uma das reflexões que deve envolver o debate sobre a cidadania, tema que também preocupa a ACM. A formação política e de cidadania do médico faz parte dos projetos futuros de curto prazo da Associação Catarinense de Medicina, na certeza de que o médico tem importante papel em diversas áreas que de alguma forma influenciem no bem-estar das pessoas.

Tour

“Noventa por cento das pessoas de fora que passam por aqui vêm a Florianópolis para ver imóveis para comprar. Elas fazem um tour pelos principais pontos da cidade”. Recebi a informação de um motorista de táxi, na noite de quinta-feira (19), enquanto conversávamos sobre a cada vez pior situação do trânsito na cidade. “Mais gente vindo morar aqui, qual será nosso futuro”, questionou-me. Não sei. Tudo hoje parece muito sombrio quando se trata de mobilidade.

Estrelas

Está confirmado: o jornalista Moacir Pereira será o homenageado do próximo Almoço das Estrelas: na sexta (27), a partir das 12h11, no Lira Tênis Clube. No comando do apimentado encontro etílico-gastronômico estará, como sempre, o comendador-mor, primeiro e único, Roberto Laus.

Divulgação Cristiano Prim

Dança

Tango terá apresentação especial no Baila Floripa

Milonga

Lidiani Emmerich e Gabriel Ferreira, dançarinos de Florianópolis que têm no currículo título de campeões nacionais de tango, ensinarão o ritmo portenho no hotel Majestic, durante a mostra de dança de salão Baila Floripa, agendada para o período de 28 de abril a 1° de maio. Eles também se apresentarão na segunda noite de espetáculos, no Teatro Governador Pedro Ivo, dia 30.

Pedra Branca…

A construção em Santa Catarina do primeiro bairro sustentável da América Latina continua atraindo a atenção de investidores estrangeiros. Após parceria com os grupos português Espírito Santo Property Brasil e suíço Clinique Des Grangettes, agora quem está de olho na Cidade Sustentável Pedra Branca são os árabes.

… em destaque

A Agência de Notícias Brasil Árabe (www.anba.com.br) repercutiu matéria sobre o “bairro verde” em português e inglês. O empreendimento em Palhoça ainda integra a seleta lista do ex-presidente americano Bill Clinton de projetos referência em redução de CO2.

Sinaleira

Sobre a nota que publiquei outro dia a propósito da sinaleira de Coqueiros, que ficava aberta 12 míseros segundos, colaborador da coluna informa: “Pois é… o tempo foi aumentado em uns 5 ou 6 segundos, mas o suficiente para dar o fluxo que a rua (Jaú Guedes da Fonseca) precisa. Além disso, este pequeno aumento melhorou a segurança de pedestres e de veículos. Antes, o pessoal sabia que o tempo era mínimo e acelerava, passando no vermelho. Com cinco segundinhos a mais, todos passam como deve ser”.

Carlos Damião

Urbanismo

Parece de um país asiático, mas não: circula por aqui

Meio e mensagem

A imagem não veio do Vietnã ou da Índia. O estranho veículo circula todos os dias nas ruas de Palhoça, com seus alto-falantes propagandeando o comércio local.