Passarelas também refletem desgaste em ponte de acesso à Ilha de SC

A placa metálica que soltou em uma das juntas de dilatação da ponte Pedro Ivo Campos, que dá acesso à Ilha de Santa Catarina, na última quarta-feira (13), não assustou apenas quem utiliza o acesso de automóvel. Os ciclistas e pedestres que passam pela passarela também ficaram preocuados. Os usuários do único acesso reclamam da falta de iluminação e das infiltrações em dias de chuva.

Placa de ferro se soltou nesta quarta-feira - Divulgação/ND
Placa de ferro se soltou nesta quarta-feira – Divulgação/ND

“O ciclista e o pedestre precisam se proteger com uma capa de chuva e no acesso no Continente também tem um buraco que atrapalha o ciclista. Quem não tem muita habilidade acaba precisando descer e empurrar a biciclieta”, comentou o diretor-geral da Associação Mobilidade por Bicicleta e Modos Sustentáveis, Luiz Antonio Peters. 

As falhas pequenas na passarela são um reflexo do descaso geral com a manutenção das pontes. Membros da Associação Catarinense de Engenheiros participaram de uma inspenção  que ocorreu nesta quinta-feira (15) e reafirmam que o modo como a solda foi feita na placa que se soltou não é a mais adequada. Apesar de não haver risco de colapso nesse momento, os profissionais acreditam que o perigo pode ser uma constante nos próximos cinco anos, caso as reformas não sejam providenciadas. 

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) ingressou na tarde desta quinta-feira (14) com mais uma ação contra o Estado como medida de urgência, por descumprir sistematicamente decisão que obriga a restauração das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Machado Salles. A ação, ajuizada pelo promotor de Justiça Daniel Paladino, requer que o Estado e o Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) reativem, no prazo de 15 dias, o contrato da empresa Cejen Engenharia Ltda. e apresentem a respectiva ordem de serviço para a execução de todos os reparos básicos essenciais nas duas pontes. A pena por descumprimento é de bloqueio de R$ 29,6 milhões, equivalente ao valor contratado.

A ação requer ainda o pagamento de multa de R$ 34,4 milhões, em decorrência do atraso da obrigação de executar os reparos nas pontes. Por fim, a ação requer que, no prazo de 15 dias, junto com a Defesa Civil do Estado e do Município e da Prefeitura Municipal da Capital, seja apresentado em juízo um plano emergencial de evacuação e contingenciamento das pontes e de seus arredores.

“Um conjunto de fatos que sucederam recentemente causaram bastante comoção, como foi em Brumadinho e aquela ponte que colapsou na Itália. Além disso, nessa semana, houve a peça que cedeu na Ponte Pedro Ivo, o que mostra uma situação de fadiga da estrutura. É importante que os órgãos despertem para ver realmente o quão grave é o problema”, disse o promotor em entrevista à RICTV. 

*Com informações da RICTV

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