Patinetes conquistam usuários no Centro de Florianópolis

Os patinetes prometem ser a sensação do verão de Florianópolis. Pelo menos na área central da Capital, onde são vistos circulando com frequência ou estacionados nas estações virtuais da Grin, empresa que firmou parceria com a prefeitura de Florianópolis para exploração do serviço na cidade. A reportagem do Notícias do Dia testou o equipamento na tarde desta para verificar a utilidade do novo transporte.

Para usar o novo equipamento, é necessário ter um smartphone com acesso à internet e bluetooth, além de baixar gratuitamente o aplicativo da empresa e cadastrar um número de cartão de crédito para cobrança. A primeira viagem, com duração de 10 minutos, é gratuita, mas a partir da segunda, o desbloqueio do patinete custa R$ 3, acrescido de R$ 0,50 por minuto utilizado.

Patinetes precisam ser usados preferencialmente em ciclofaixas ou ciclovias - Foto: Marco Santiago/ND
Patinetes precisam ser usados preferencialmente em ciclofaixas ou ciclovias – Foto: Marco Santiago/ND

O desbloqueio é feito pelo smartphone, através do aplicativo, que pede a leitura do QR Code presente no guidão do patinete. Uma vez desbloqueado, basta embalar o patinete e apertar o acelerador no lado direito do guidão. Outro manete, do lado esquerdo, serve para frear o veículo. No guidão é possível ainda acompanhar um monitor digital com velocímetro e o nível da bateria elétrica, que tem autonomia para 30 quilômetros de distância.

Para testar o equipamento, que deve ser prioritariamente utilizado em ciclofaixas e ciclovias, foram escolhidos quatro trajetos. No primeiro, da Praça 15 de Novembro até o Hospital Dr. Carlos Correa, na Avenida Hercílio Luz, foi percorrido 1,2 quilômetro em sete minutos. No segundo, do Hospital Dr. Carlos Correa até o Beiramar Shopping, foi 1,6 quilômetro em nove minutos. No terceiro, mais curto, foram 800 metros percorridos em quatro minutos do shopping até o bolsão da Casan. Para finalizar, 2,4 quilômetros foram percorridos no retorno até a Praça 15, pelos altos da Felipe Schmidt (sem utilizar o calçadão) e avenida Paulo Fontes.

Os melhores trechos percorridos a bordo do patinete foram as ciclovias das avenidas Beira-Mar Norte e Hercílio Luz. Por outro lado, tanto as calçadas esburacadas e sem padrão da avenida Mauro Ramos como o petit pavê do Largo da Catedral foram os principais desafios. O aprendizado é rápido e o veículo se mostrou eficiente para deslocamentos curtos. O ponto negativo foi a durabilidade da bateria, que estava acabando no último trajeto e limitou a velocidade do patinete, que pode chegar a 22 quilômetros por hora quando carregada completamente. Nos 74 minutos utilizados foram gastos R$ 31.

Usuários aprovam a novidade

O serviço começou com 10 unidades, mas já são centenas de patinetes espalhados pela área central de Florianópolis. A Grin não informa o número de equipamentos disponíveis por questões estratégicas, mas emprega 14 funcionários na operação e está satisfeita com a “curva de adoção” do novo transporte em Florianópolis, de acordo com a diretora de marketing e uma das fundadoras da empresa, Paula Nader. Os usuários também revelaram satisfação com a novidade.

José Enio Cardoso preferiu patinete ao transporte por aplicativo - Foto: Marco Santiago/ND
José Enio Cardoso preferiu patinete ao transporte por aplicativo – Foto: Marco Santiago/ND

O estudante Daniel Martins já é usuário habitual do serviço. “Tudo que eu preciso fazer no Centro eu faço com o patinete. Acho bem legal e isso mostra que Florianópolis está crescendo”, relata o estudante, que costuma se deslocar entre a avenida Hercílio Luz e a região dos bancos na área central. O futuro geólogo André Bianchi Mattos também elogiou a iniciativa, mas fez os cálculos e ainda acha que o serviço poderia ser mais barato. “É show de bola, é uma coisa nova que chega para ajudar, pois é muito prático. Agora, se for parar para pensar é ainda caro comparado com o transporte por aplicativo”, explica.

O corretor de imóveis José Enio Cardoso decidiu pagar pela primeira vez o serviço após utilizar os 10 minutos gratuitos da primeira viagem. “Ia pegar o transporte por aplicativo, mas como tenho escritório nos altos da Felipe Schmidt decidi pegar o patinete”, relatou o corretor, que aprovou a novidade e saiu da Praça XV em direção ao escritório.

Como funcionam os patinetes

  • A primeira viagem é gratuita (por 10 minutos). A partir da segunda, a viagem custa R$ 3 para desbloquear o aparelho e R$ 0,50 por minuto;
  • O serviço funciona das 7h às 22h e deve ser usado por pessoas com mais de 14 anos;
  • Para usar o patinete é preciso ter um smartphone com acesso à internet e bluetooth. O serviço funciona por meio do aplicativo Grin (Android ou iOS);
  • Ao final da corrida, o usuário pode deixar o equipamento em qualquer via pública, já que todos os equipamentos têm GPS integrado.

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