Pedágio na BR-101 Sul vira impasse entre políticos e governo

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A implantação do pedágio no trecho Sul da BR-101 virou um impasse político. O tema só deve ser resolvido após uma reunião entre deputados federais catarinenses, senadores e lideranças da região Sul catarinense com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O encontro deve acontecer no próximo dia 31 de outubro, em Brasília.

Pedágio no trecho Sul da BR-101 deve ter quatro pontos de cobrança num espaço de 152 quilômetros – Foto: Foto Flavio Tin/ND

Na quarta-feira (16), integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense se reuniram com o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Rodrigues, em Brasília, para pressionar contra a
instalação do pedágio. No encontro, o diretor-geral da ANTT teria se comprometido em não publicar o edital de licitação pra instalar as estruturas até que os políticos se reúnam com o ministro.

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Após a divulgação do resultado desse encontro na ANTT, o Ministério da Infraestrutura divulgou nota afirmando que o cronograma previsto pelo governo federal para a licitação de trecho da BR-101 a ser concedido – Palhoça até divisa com Rio Grande do Sul – permanece inalterado.

“A pasta está aberta ao diálogo e deve continuar se reunindo com parlamentares e representantes da sociedade civil de Santa Catarina para receber demandas, sugestões e apresentar o rol de investimentos de R$ 2,9
bilhões que devem ser feitos na rodovia”, disse a pasta em nota.

O ministério diz, ainda, que a definição do modelo foi avaliada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e é resultado de estudos aprofundados que consideraram contribuições recebidas em uma série de audiências
públicas realizadas no Estado.

“Ressalte-se que o modelo de leilão prestigia a menor tarifa e que, em razão da alta atratividade da região, é esperado um deságio do valor referencial. A publicação do edital pela ANTT está programada para Novembro de 2019”, finalizou.

Muitas praças e valor absurdo

Em vídeo divulgado em uma rede social, o prefeito de Tubarão e presidente da Fecam (Federação Catarinense de Municípios), Joares Ponticelli, afirma que a posição de Santa Catarina é contrária à implantação “dessa exagerada quantidade de praças de pedágio e nem com o valor absurdo”.

A intenção é parar o processo para discutir uma cobrança justa, mesmo que atrase a concessão, pois as lideranças consideram que a região Sul de Santa Catarina já foi penalizada quando a duplicação da rodovia não chegou até lá.

Os líderes da região Sul consideram que o número de praças é excessivo para o intervalo de 152 quilômetros entre São João do Sul e Laguna. Seriam quatro pontos de cobrança, sendo um a cada 38 quilômetros de distância, nas proximidades dos municípios de Laguna, Tubarão, Araranguá e São João do Sul.

Em comparação, no Norte do Estado, as praças ficam cerca de 100 quilômetros de distância uma da outra.

O investimento para a implantação gira em torno de R$ 7 bilhões, e o valor previsto será em torno de R$ 3,70 por veículo de passeio. A cobrança também é maior do que na região Norte catarinense.

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