Pedido de moradores, bairro de São José pode ter nova escola após doação de terreno

O bairro Forquilhas, em São José, pode ter uma nova escola estadual com ensino médio. A Secretaria de Estado da Educação recebeu, no dia 9, um ofício do Município doando uma área para a construção de uma escola.

A reivindicação é dos moradores do bairro, que reclamam da falta de um colégio com ensino médio na região.

Espaço que a associação de moradores pretende que seja construída uma escola militar – Foto: Paulo Cesar Jorge/Reprodução/ND

Atualmente, um estudante da localidade precisa, na melhor das hipóteses, se deslocar ao menos 5 quilômetros, até Forquilhinhas.

Caso não seja possível conseguir vaga em Forquilhinhas, precisa ir até Praia Comprida (cerca de 8 km) ou Kobrasol (aproximadamente 11 km).

A Secretaria de Estado da Educação informou que a demanda de alunos de cada região é feita pelo POE (Programa de Ofertas Educacionais). Este estudo define onde são necessárias mais escolas, de acordo com o crescimento populacional na faixa etária.

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Também foi informado pela pasta que o levantamento indicou que a demanda para ensino médio no bairro Forquilhas é de cerca de 1.000 estudantes. A escola mais próxima é a EEB Cecilia Rosa Lopes, no bairro Forquilhinhas, com vagas limitadas.

A área cedida pelo município de São José para o Estado fica localizada no loteamento Parque Residencial San Marino.

Trâmites legais para a construção da escola

Depois de recebido o ofício pela Secretaria de Estado da Educação, o documento foi encaminhado para a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, para um estudo de viabilidade do terreno.

Este estudo consiste em verificar questões de fundação e terraplanagem, entre outros, para decidir qual projeto é o mais viável para a nova escola.

O prazo passado pela Educação para que a equipe da Infraestrutura faça a vistoria no terreno é de 30 dias. Após a vistoria, se confirmada a viabilidade da obra no local, é feito um laudo pela pasta da Educação, para solicitar a construção da escola.

O laudo elaborado pela Educação, em seguida, é encaminhado para a Secretaria de Estado da Administração, mostrando o interesse e a necessidade de se construir uma escola no local. A pasta é responsável por administrar o patrimônio do Estado.

Terreno do Parque Residencial Lisboa possuí 5.700 m² e a ideia da associação de moradores é construir inclusive um ginásio no local – Foto: Paulo Cesar Jorge/Reprodução/ND

Depois de a Administração aceitar a doação da área, por parte do município, começam a se estudar os projetos para a execução da obra. Também é definido o tipo de escola que será construída.

Por fim, depois de todos os trâmites legais envolvendo as três secretarias, o projeto de construção da escola é encaminhado para o município de São José, que aprova ou não o projeto. Se aprovado, as obras finalmente começam.

Reação dos moradores e comunidade de Forquilhas

A comunidade, por meio da Amprel (Associação do Moradores do Parque Residencial Lisboa), informou que elaborou o abaixo-assinado e luta pela construção da nova escola no loteamento Lisboa 3, localizado no Parque Residencial Lisboa.

Paulo Cesar Jorge, presidente da Amprel, disse que a ideia da comunidade é a construção de um colégio militar – um colégio estadual com ensino médio e com investimento do Governo Federal junto ao Governo de Santa Catarina.

“A reivindicação inicial da comunidade é destinada ao Parque Residencial Lisboa 3, em uma área de 5.700 m². Mas, a área do ofício no San Marino vem de encontro ao projeto que nós temos”, afirmou.

O presidente da associação ainda relatou que já está sendo construída uma UBS (Unidade Básica de Saúde) no loteamento Lisboa 3, a UBS Vila Formosa. A ideia inicial da comunidade é que a escola fosse construída na mesma localidade da UBS.

“Nesse outro terreno do San Marino poderia até ser construída uma grande escola municipal, uma outra escola além da escola com ensino médio. Nosso objetivo agora é a construção de uma escola estadual com projeto militar, buscando disciplina e segurança. Estamos nessa luta, o terreno do Parque Residencial Lisboa 3 fica no meio das nossas 18 comunidades”, disse Paulo Cesar.

Fortalecimento da comunidade

Paulo Cesar ainda comemorou que a primeira conquista fortalece a comunidade e a reivindicação. Ele ainda disse que o objetivo é unir forças com o município, o Estado e o Governo Federal, para realizar o sonho de uma nova escola na comunidade.

“Estamos carentes da construção de mais uma escola pública municipal também. Pelo número de alunos e a crescente da nossa comunidade, vamos precisar de mais vagas nas escolas”, disse o presidente da associação.

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