Pedófilo que usava perfil de personagem infantil é identificado em Palhoça

Para descobrir a identidade do pedófilo, a delegada Eliane Chaves obteve a quebra de sigilo de rede social com ordem expedida pela Justiça

Um pedófilo que usava o perfil do personagem infantil japonês Goku no Facebook para aliciar crianças foi identificado pela Dpcami (Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Palhoça). De acordo com a delegada Eliane Márcia Chaves, o suspeito usava este perfil com o nome de Zyon Lee para assediar e instigar crianças a enviar fotografias sem roupas. “Ele também postava material pornográfico e tentava marcar encontros de cunho sexual”, disse.

Pedófilo utilizada perfil com nome Zyon Lee - Reprodução/ND
Pedófilo utilizada perfil com nome Zyon Lee – Reprodução/ND

O pedófilo, mais tarde identificado como Felipe, praticou o crime online entre 2015 e 2016. Para chegar ao alvo, a equipe da delegada realizou uma metódica investigação cibernética. Após obter a quebra de sigilo e de acessos do Facebook com ordem expedida pela Justiça, os policiais utilizaram dados e informações de servidores para identificar o usuário real que usava o perfil falso para atrair a atenção de meninos entre 8 e 11 anos.

“Foi trabalhoso, mas valeu a pena”, comemora a delegada. Ela contou que concluiu a investigação no final do mês passado e descobriu que Felipe estava preso desde 2016 por conta de uma condenação de crime sexual contra criança. “Na época, quando os policiais cumpriram o mandado de prisão na casa dele, apreenderam o computador e recolheram material pornográfico, mas não sabiam que ele usava o perfil de Zyon Lee para assediar as crianças”.

Ainda de acordo com a delegada, há cinco boletins de ocorrência de pais reclamando que seus filhos eram assediados por alguém que usava o perfil do personagem infantil japonês. “A periculosidade do pedófilo pode ser verificada nas conversas que mantinha com as crianças, já que ele fazia várias tentativas de marcar encontros com as vítimas, não se contentando em manter amizades virtuais”, afirmou Eliane.

Para evitar crimes desta natureza, ela reforça que o uso da internet e redes sociais por crianças e adolescentes deve ser acompanhado pelos pais, que também devem orientar os filhos sobre os perigos de conversar e trocar informações com estranhos.

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