Pela quarta vez delegado federal deixa de ir à CPI dos Radares na Câmara de Florianópolis

Vereadores também decidiram ampliar o prazo para a conclusão dos trabalhos

Pela quarta vez, o delegado da Polícia Federal Allan Dias, responsável pela Operação Ave de Rapina, não compareceu à CPI dos Radares, na Câmara de Vereadores de Florianópolis. Os vereadores esperaram quase 50 minutos para abrir a sessão, marcada para 14h desta quinta-feira (10). Após fazer contato com o delegado, Vanderlei Farias, o Lela (PDT), abriu os trabalhos e apresentou a justificativa de Dias: “O delegado informou que estava em operação policial e que parte do inquérito da Ave de Rapina ainda continua em sigilo, e mesmo querendo colaborar com os trabalhos da CPI só poderia falar à comissão com autorização da Justiça”.

Câmara dos Vereadores/Divulgação

Os membros da comissão mantiveram os trabalhos e leram expedientes 

Os vereadores mantiveram os trabalhos e leram expedientes recebidos do Tribunal Eleitoral sobre a apreensão de R$ 100 mil e de uma suposta minuta de aditivo no contrato de radares da Capital em setembro de 2014 com agentes da Guarda Municipal em Porto Alegre. Numa primeira avaliação, os vereadores acreditam que o Tribunal não entendeu os questionamentos da comissão, que serão reenviados.

O presidente interino da Câmara, Ed Pereira (PSB), afirmou que vê positivamente o gesto do delegado em contribuir com a comissão e propôs ir até o delegado para ouvi-lo. “É muito bom saber que ele está disposto a colaborar, precisamos limpar a imagem da Câmara, mas é a quarta vez que ele não comparece”, disse.

Batizada em alusão às aves de caça, como águias e gaviões, a Operação Ave de Rapina foi deflagrada em 12 de novembro de 2014, envolvendo 200 agentes da Polícia Federal que cumpriram 38 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de condução coercitiva, em Florianópolis, Joaçaba, Porto Alegre, Flores da Cunha (RS), Santa Cruz do Sul (RS) e Vera Cruz (RS). A investigação se dividiu em três frentes: radares, Cidade Limpa e Fundação Franklin Cascaes.

Os vereadores também decidiram ampliar o prazo para a conclusão dos trabalhos. Até agora, a omissão ouviu mais de 60 testemunhas. No relatório parcial, os vereadores apresentaram que ficou constatada existência de “caixa 2” para campanha eleitoral no episódio da apreensão de dinheiro no Rio Grande do Sul.

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