Perícia do incêndio no Jardim Atlântico comprova relatos dos moradores, em Florianópolis

Bombeiros do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar retornaram ao bairro Jardim Atlântico, na região continental de Florianópolis, por volta das 8h desta segunda-feira (11), para realizar a perícia do incêndio que atingiu seis casas às margens da PC3. O material recolhido pelos peritos comprovou os relatos dos moradores, de que o fogo se propagou a partir de um botijão de gás P13, que estava sendo usado como chama direta para cozer alimentos.

Sabrina Cabral Barbosa, de 30 anos, é moradora da casa onde o incêndio começou. Ela contou que estava fazendo um entrevero de pinhão quando percebeu que o botijão estava prestes a explodir e que tentou conter a explosão com tecidos molhados, mas a tática não deu certo. “O botijão começou a vazar e subiu uma labareda de fogo. Eu tentei abafar com uma toalha molhada, tentei jogar o botijão para fora, mão não deu”, lembra.

Das seis residências atingidas pelas chamas, quatro queimaram completamente e duas tiveram danos parciais - CBMSC/Divulgação/ND
Das seis residências atingidas, quatro queimaram completamente – CBMSC/Divulgação/ND

As famílias que moravam nas casas que queimaram estão alojadas com parentes e vizinhos. Das seis residências atingidas pelas chamas, quatro queimaram completamente e duas tiveram danos parciais. Construídas com madeiras, as casas foram consumidas rapidamente pelo fogo, em cerca de 30 minutos —tempo que o Corpo de Bombeiros levou para chegar ao local. Cinco caminhões foram usados para combater as chamas. Nenhuma das 27 pessoas atingidas, entre elas 12 crianças e 15 adultos, ficou ferida.

O Tenente Coronel Helton de Souza Zeferino, comandante do 1° Batalhão de Bombeiros, explicou que esse tipo de ocorrência não é muito comum. “Atualmente, as pessoas estão bastante ligadas às normas de segurança e tendem a ser cada vez mais zelosas quanto aos prazos de validade das mangueiras conectoras e a possíveis vazamentos nos botijões, mas acidentes eventualmente acontecem”, disse.

Moradores e entidades estão organizando mutirões para arrecadar roupas e alimentos. A área atingida pelo fogo já havia sido considerada de risco em 2012, mas apesar de ter local e projeto para remoção das famílias, as novas moradias nunca saíram do papel.

Locais para doações:

Roupas e mantimentos – PC3 (Avenida Juscelino Kubitscheck), Prefeitura (R. Tenente Silveira, 50 – Centro), Secretaria do Continente (R. João Evangelista da Costa, nº 827 – Jardim Atlântico), Pró-Cidadão (Av. Mauro Ramos, nº 224 – Centro).

Materiais de construção – PC3 e canteiro da Infraestrutura, entre o cemitério do Itacorubi e a Tecnópolis.

Cidade