Perigo oculto: Saiba os locais que reúnem 70% das mortes por afogamento

O calor faz com que as pessoas busquem locais para se refrescar. Rios, cachoeiras, represas, lagoas e córregos são exemplos de lugares que atraem banhistas à procura de alívio nos dias mais quentes.

Segundo o mais recente boletim da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), divulgado em setembro de 2019 (ano base 2017), 70% das mortes por afogamento no Brasil ocorrem em rios e represas.

70% das mortes por afogamento no Brasil ocorrem em rios e represas – Foto: Sidnei Recco/Arquivo pessoal/Reprodução

O levantamento informa, ainda, que 90% das mortes ocorrem porque os banhistas ignoram os riscos, não respeitam os limites pessoais e desconhecem como agir.

Somente em novembro deste ano, três homens, com idades entre 13 e 28 anos, foram vítimas de afogamento em rios em Santa Catarina.

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Perigo oculto

Conforme o tenente-coronel Diogo Bahia Losso, comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar da Capital, os rios são locais “traiçoeiros” e perigosos para o banho. Além disso, geralmente não há serviço de guarda-vidas.

“Como não há ondas, o banhista acha que não tem correnteza, mas embaixo do rio a velocidade da água pode ser violenta”, alerta o coronel.

A água escura, pedras, troncos, galhos e a dificuldade de identificar a profundidade são algumas das características que tornam estes locais ainda mais arriscados.

“O banhista não deve mergulhar de pedras, trapiches, embarcações. Ele deve se certificar da profundidade do rio, senão corre o risco de ter uma lesão grave”, destaca Losso.

Alerta em Florianópolis

Em Florianópolis, o coronel Losso cita as cachoeiras na trilha da Costa da Lagoa e do Poção, no Córrego Grande, como locais perigosos e que registram incidentes graves. As pedras lisas e escorregadias das cachoeiras causam a maioria dos acidentes.

Segundo ele, os banhistas sobem nas cachoeiras para bater foto e contemplar a vista, sem conhecimento dos riscos a que estão expostos.

Além disso, existe a dificuldade de atendimento e resgate por serem regiões mais isoladas. O coronel recomenda que os banhistas evitem estes locais para o banho.

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