Polícia suspeita que morte de pescadores tenha relação com crime

Atualizado

A Polícia Civil se pronunciou pela primeira vez sobre o caso dos pescadores desaparecidos em São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense. Eles foram encontrados mortos na Baía da Babitonga, na manhã desta quarta-feira (13).

De acordo com o delegado Weydson da Silva, da Polícia Civil de São Francisco do Sul, em um primeiro momento a polícia trabalha com todas as alternativas.

Pescadores desapareceram na última sexta-feira (8) e corpos foram localizados nesta quarta (13) – Foto: Divulgação/ND

Porém, de acordo o delegado, as possibilidades mais concretas, segundo as circunstâncias da localização dos corpos, é que eles teriam saído para praticar delitos patrimoniais durante a noite e teriam sido flagrados por vítimas que retalharam com a execução dos três.

“Isso pode ser desde furtos de bens móveis, pequenos, ou até uma situação um pouco mais grave, que seria a prática de tráfico de drogas, ou embarcações de grande porte, já que dois deles foram encontrados vestindo roupas específicas para mergulho”, explica o delegado.

“Não podemos concluir nada ainda. Nem mesmo os familiares puderam nos auxiliar com informações mais precisas da rotina deles”, reitera Silva.

Localização dos corpos

Os corpos das vítimas foram encontrados em pontos distintos. Dois foram localizados em alto mar, próximo ao porto de Itapoá, e outro amarrado ao motor de uma embarcação, na Vila da Glória. A polícia tenta refazer o provável trajeto feito pela embarcação com a ajuda da Marinha.

Embarcação onde os pescadores estavam foi encontrada próxima a Ilha dos Herdeiros – Foto: Divulgação/ND

Como se trata de uma embarcação de pequeno porte, que não tinha acompanhamento por GPS ou um órgão que fiscalizasse a sua localização em tempo real, isso, segundo o delegado, dificulta a investigação.

Segundo o delegado, em um primeiro momento, não havia marcas de violências nos corpos. “Não há marcas de disparos de arma de fogo, nem uso de arma branca”, afirma o delegado. Há indicativos que as vítimas tenham sido amordaçadas por fitas, amarradas e jogadas no mar para afogamento.

Os familiares não souberam precisar se haviam bens materiais com as vítimas quando eles saíram para pescar. Um deles estava com um relógio, mas os celulares ainda podem estar junto aos corpos, sendo possível identificar apenas pelo IML (Instituto Médico Legal).

Entenda o caso

Lucio Alexandre Caetano dos Santos, Wilson Estêvão Suzena e Adilson Santos saíram para pescar na região da Baía da Babitonga na última sexta-feira (8) quando desapareceram. Segundo familiares, o último contato com eles ocorreu por volta das 20h15.

Os três pescadores estavam em uma embarcação de alumínio de cinco metros, pintada de preto. No domingo (10), o barco foi encontrado sem o motor e os materiais de pesca próximo à Ilha dos Herdeiros, também na Baía da Babitonga.

A morte dos três foi confirmada ainda na manhã desta quarta-feira (13), quando os três corpos foram encontrados.

Ainda não há informações sobre quando e onde será o sepultamento dos pescadores.

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