Pesquisa aponta percepções da Grande Florianópolis sobre a pandemia em junho

Levantamento da Lupi & Associados foi realizado na Grande Florianópolis com 900 entrevistados entre os dias 9 a 12 de junho

A pandemia do novo coronavírus ainda é encarada como uma situação grave para os moradores da Grande Florianópolis, segundo pesquisa do Grupo ND realizada pela Lupi & Associados no início do mês de junho. Os entrevistados também revelaram concordância com as atuais regras de liberação das atividades, e a avaliaram a atuação de autoridades, como o presidente Jair Bolsonaro, o governador Carlos Moisés e as prefeituras, durante a pandemia.

Reprodução Lupi & AssociadosReprodução Lupi & Associados

Realizada pela Lupi & Associados, a pesquisa revela o posicionamento de 900 cidadãos de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça e São José, no início do mês de junho. O levantamento foi realizado entre os dias 9 a 12 de junho, através de formulário eletrônico via internet e por telefone. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais (para mais ou para menos) e coeficiente de confiança de 95%.

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Gravidade da pandemia

Dos moradores da Grande Florianópolis entrevistados, 46,5% ainda avaliam como grave ou muito grave a pandemia, contra 59,5% em relação ao mês de maio. Por outro lado, 49,1% dos entrevistados têm a percepção de que o novo coronavírus é mais ou menos grave ou pouco grave, contra 34,8% no mês de maio.

Os moradores também avaliaram a pandemia em suas cidades. Em Florianópolis, 32,9% definiram como grave, e 27,2% classificaram como mais ou menos grave, enquanto 21,9% reconheceram como pouco grave, e 13,5%, como muito grave. Em São José, 36,3% avaliaram como grave e 30,8% como mais ou menos grave, enquanto 16,7% classificaram como pouco grave e 11,7% como muito grave.  

Já em Palhoça, 30% definiram a pandemia como pouco grave e 25,5% como grave, enquanto o conceito de muito grave chega a 22,7%, contra 16% de mais ou menos grave.  Em Biguaçu, 40,3% avaliaram como pouco grave e 22,2% como grave, enquanto 20,8% consideraram mais ou menos grave, e 16,7% como muito grave.

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A pesquisa da Lupi & Associados também quis saber a opinião dos entrevistados sobre a pandemia em Santa Catarina, e 40,3% consideraram grave e 18,7% muito grave, contra 44,2% e 22,3% dos mesmos conceitos obtidos em maio. Já outros 25,6% classificaram como mais ou menos grave, e 13,3% pouco grave em junho, contra 17,0% e 12,8% dos mesmos conceitos, respectivamente, em maio.  

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A avaliação no Brasil apresentou dados muito próximos daqueles já revelados em maio, e a percepção de que pandemia é muito grave passou de 68,6% em maio para 70,6% em junho.

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Impacto da pandemia na população

A forma como a população tem agido manteve percentuais semelhantes registrados em maio. A maioria, com 56,1%, entende que a população está em isolamento parcial com saídas inevitáveis, enquanto apenas 7% considera que a população está em isolamento total, e 31,6%, que está em isolamento parcial com saída a trabalho, e 5,3% não está em isolamento por decisão própria/vida normal.   

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Questionados se conhecem alguém infectado, a maioria, com 67%, não teve alguém da família ou amigos que residam na Grande Florianópolis que contraiu a Covid-19. Porém, o percentual que pessoas que conhecem alguém infectado aumentou de 16,4% em maio para 21,7% em junho.  O medo de ser infectado também cresceu entre os entrevistados da Grande Florianópolis pela Lupi & Associados, com muito grande com 32,4%, e grande, com 29,7%, contra 30,4% e 28,5% dos mesmos conceitos no mês de maio, respectivamente.  

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O percentual de entrevistados que está fazendo atividade física durante a quarentena (mesmo que em casa) não mostrou alteração significativa em relação ao mês de maio. Dos entrevistados, 46,6% não tem se exercitado; 18,7% tem praticado atividade física menos de três vezes por semana; 21,6% até três vezes por semana; e 13,2% se exercitam todos os dias.

A pesquisa também quis saber sobre o peso dos entrevistados. A manutenção do peso durante a quarentena corresponde a situação de 45,8% dos entrevistados, enquanto 33,6% responderam que engordaram, 10,8%, que emagreceu, e 9,9% que não tem controlado o peso.

Reprodução: Lupi & Associados –Reprodução: Lupi & Associados –

Em relação às emoções sentidas pelos entrevistados durante a pandemia, chamam atenção alguns percentuais.  De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados nunca sentiram solidão, enquanto 31,1% sentiram insegurança, 29,4% angústia e ansiedade, 30,7% estresse e cansaço, e 38% revelaram sentir tensão e preocupação, todos em muitas ocasiões.  

O levantamento ainda procurou identificar se houve redução de rendimentos financeiros na família dos entrevistados, e a maioria, com 63,1%, respondeu afirmativamente, enquanto que para 34,6% não. Os percentuais são muito próximos dos obtidos em maio, com 63,6% e 33,9%, respectivamente. A percepção de que a pandemia pode causar riscos e problemas muito grandes para a economia do país permanece com 64,9%, contra 71,5% do mês de maio.

Avaliação das Autoridades

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A pesquisa da Lupi & Associados também pediu a opinião de como as autoridades devem agir no próximos dias/semanas, e a maioria, com 65,5% entende que é preciso seguir como está, liberando apenas algumas atividades, mas com restrições, enquanto apenas 7,7% pensam que é possível liberar todas as atividades, e outros 26% acreditam que é necessário aumentar as restrições, com quarentena mais rígida.  

A mesma pergunta foi estratificada por cidade, e a opinião de que é preciso seguir como está teve maioria em Florianópolis (69,4%), Palhoça (64,7%) e São José (65,4%).  Em Biguaçu, seguir como está teve 44,4%, mas 47,2% entenderam que é preciso aumentar as restrições. 

O levantamento também apontou que os entrevistados acreditam que ainda não é o momento de liberar atividades como escolas de Ensino Fundamental (79,7%), escolas de Ensino Médio (76,0%), faculdades e universidades (69,8%), jogos de futebol e outros esportes (85,4%) e shows, espetáculos e cinema (89,7%).

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Por outro lado, a maioria dos entrevistados, com 53,8%, aprovou a forma como a liberação do transporte público está sendo feita, enquanto 44,4% são contra, e 1,8% não souberam dizer.  Entre os quatro municípios, os entrevistados de Florianópolis e Palhoça aprovaram essa forma com 58,7% e 56%, respectivamente, os entrevistados de Biguaçu e São José, são contra, com 55,6% e 51,3%, respectivamente.  

Reprodução Lupi & Associados – Foto: avalia onzeReprodução Lupi & Associados – Foto: avalia onze

A atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia também mantém a mesma avaliação do mês anterior. A maioria, com 71,2%, avalia como ruim e péssima, contra 73,3% em maio. Já outros 10,9% classificam como regular, contra 8,8% do mesmo conceito em maio, 17,9% consideraram como ótima e boa, mesmo percentual obtido no mês anterior.  

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Já a atuação do governador Carlos Moisés (PSL) apresentou uma alteração significativa em todos os conceitos.  A percepção de que atuação é ótima e boa caiu de 28,3% em maio para 24,5% em junho, enquanto o conceito regular também registrou queda de 38,4% em maio para 33,8% em junho.  Já a atuação considerada como ruim e péssima cresceu de 33,3% em maio para 41,7% no mês de junho.

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A situação é inversamente proporcional em relação às prefeituras. A maioria dos entrevistados, com 75,6%, avalia a atuação das prefeituras durante a pandemia como ótima e boa em junho.  Entre os quatro municípios, Florianópolis tem maior aprovação, com 78,5%, seguido de São José, com 74,6%, Palhoça, com 71,3%, e Biguaçu, com 69,4%. Já a maior reprovação está em Biguaçu, com 22,2%, seguido de São José com 12,9%, Palhoça, com 12%, e Florianópolis, com 4,1%

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