PF investiga fraude no fornecimento de gazes para unidades de saúde do Oeste de SC

Atualizado

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Bandagem, que investiga um grupo criminoso organizado para fraudar os cofres públicos mediante a entrega, para unidades de saúde públicas, de pacotes de gazes com quantidades muito inferiores das que deveriam constar no interior das embalagens.

Operação ocorre desde o início da manhã desta quarta-feira – PF/Divulgação/ND

De acordo com a PF, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Maringá/PR, Peabiru/PR e Francisco Beltrão/PR, em locais identificados como potenciais produtores, comerciantes e distribuidores dos pacotes de gazes fraudados.

Nas investigações foram constatadas entregas irregulares relacionadas a duas licitações do município de Cordilheira Alta/SC e a uma licitação do município de Chapecó/SC, ambos no Oeste de Santa Catarina, conforme a Polícia Federal. Em um dos casos, em pacotes que deveriam conter 500 unidades de gazes, havia apenas 162 unidades. 

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A PF afirma que há indicativos de que tais gazes também foram fornecidas para outros municípios, não tendo sido possível, até o momento, dimensionar os prejuízos financeiros causados aos entes públicos.

“A fraude, muitas vezes, não era constatada nas unidades de saúde, onerando os cofres públicos em razão da necessidade de compra de mais materiais”, disse a nota da PF. 

 Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de fraude em licitação e de formação de organização criminosa, além de outros delitos eventualmente identificados no curso da apuração.

Contraponto 

A reportagem do ND+ fez contato com a Prefeitura de Cordilheira Alta que se manifestou através do secretário de Administração, Fazenda e Planejamento, Mauro Arlindo Moresco. 

O secretário afirma que acompanha o desfecho da operação e também tem auxiliado a Polícia Federal nas investigações. 

Moresco explica que a prefeitura é citada em dois processos: um que partiu de uma denúncia da empresa concorrente da investigada e, outro da própria administração municipal que constatou irregularidades nas unidades. 

“De 500 unidades de gazes tinha apenas 50% do produto. Quando constatamos, remetemos para a Polícia Federal”, disse Mauro.

O ND+ também fez contato com a Prefeitura de Chapecó, que se manifestou por nota.

“Administração Municipal de Chapecó informa que tem auxiliado a Polícia Federal nas investigações com o objetivo de apurar possíveis irregularidades no fornecimento de gazes”.

Polícia